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Ibovespa (IBOV) tem leve alta aos 141 mil pontos com retaliação aos EUA; 5 coisas para saber antes de investir hoje (29)

29 ago 2025, 10:11 - atualizado em 29 ago 2025, 10:22
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a sessão desta sexta-feira (29) em nível recorde, reagindo a dados fiscais do Brasil, retaliação ao ‘tarifaço’ de Trump, novas declarações do presidente Lula e dados de inflação nos Estados Unidos. O índice também deve encerrar hoje o mês de agosto com valorização acumulada próxima a 6%.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha leve alta de 0,04%, aos 141.106,41 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real, acompanhando o exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,4308 (+0,45%).

Day Trade: 

Radar do mercado: 

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (29)

1- Reciprocidade tarifária

Na noite de ontem (28), o Ministério das Relações Exteriores acionou a Câmara de Comércio Exterior (Camex) para analisar a aplicação pelo Brasil da Lei da Reciprocidade Econômica sobre os Estados Unidos.

Com a autorização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a notificação à Camex dá início ao processo que pode levar à adoção de medidas de retaliação aos EUA, depois que o governo de Donald Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano e não houve negociações formais para um acordo entre os países,

A informação foi confirmada pelo vice-presidente e também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. “Vai ser iniciado o processo”, disse ele a jornalistas na Cidade do México, em viagem.

A partir de agora a Camex tem 30 dias para apresentar um relatório sobre se as tarifas aplicadas por Trump quebram as regras do comércio internacional e podem justificar a adoção de medidas de reciprocidade, de acordo com a lei aprovada pelo Congresso em abril deste ano — que permite a retaliação em bens, serviços e propriedade intelectual.

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O governo norte-americano, no entanto, será notificado da decisão ainda nesta sexta-feira (29), “por cortesia”, e terá tempo para enviar uma resposta ao Brasil.

Depois dos 30 dias, se aprovada a adoção de medidas contra os EUA, será formado um grupo de trabalho com vários setores do governo para decidir em que áreas o governo brasileiro deve agir.

2- Acordo comercial Brasil-México

O Brasil e o México planejam assinar acordos comerciais complementares em agosto do ano que vem, afirmou Geraldo Alckmin, após reunião com a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, nesta quinta-feira (28).

As autoridades assinaram acordos preliminares em agricultura, saúde e biocombustíveis, disse Alckmin em uma coletiva de imprensa na Cidade do México.

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O Brasil está buscando enviar mais carne bovina para o México, que recentemente ultrapassou os Estados Unidos como o segundo maior destino da carne brasileira. No entanto, o México exige “rastreabilidade” do gado, disse Alckmin, o que o Brasil está procurando cumprir.

“Nós vamos cumprir a rastreabilidade. Mas isso tem um cronograma. Então, o que nós queremos é que não interrompa essa venda do produto brasileiro, enquanto o Brasil caminha na rastreabilidade. Então, isso ficou bem acordado”, afirmou Alckmin.

Ele ainda descreveu a reunião com a presidente como “muito boa” e disse que os dois também discutiram biocombustíveis e a possível produção de baterias.

3- Dívida pública

A dívida bruta do Brasil registrou alta em julho e ficou acima do esperado, enquanto o setor público consolidado brasileiro apresentou déficit primário mais forte do que o projetado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Banco Central.

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A dívida pública bruta do país como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) fechou julho em 77,6%, contra 76,6% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 63,7%, de 62,9%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 77,0% para a dívida bruta e de 63,4% para a líquida.

Em julho, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 66,566 bilhões, contra expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$ 60,2 bilhões.

O desempenho mostra que o governo central teve rombo de R$ 56,361 bilhões no mês, enquanto Estados e municípios registraram déficit primário de R$ 8,148 bilhões e as estatais tiveram saldo negativo de R$ 2,058 bilhões, mostraram os dados do Banco Central.

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4- Inflação nos EUA

O índice de preços (PCE) dos Estados Unidos (EUA) subiu 0,2% em julho. O PCE foi a 2,6% em um ano — acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo da inflação avançou 0,3% no sétimo mês de 2025. No acumulado de 12 meses, os preços foram a 2,9%.

O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, que esperava aumentos de justamente 0,2% no mês e de 2,6% em um ano, segundo as projeções do Investing.com.

Após a inflação, o mercado aumentou ligeiramente a aposta de corte nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em setembro. De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a chance de o Fed reduzir os juros em 0,25 ponto percentual subiu para 87,2% ante 86,7% do fechamento de ontem (28). A taxa de juros norte-americana está na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano.

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5- Corte nos juros dos EUA

O diretor do Federal Reserve, Christopher Waller, disse que apoiará um corte na taxa de juros no próximo mês e outras reduções nos próximos três a seis meses para evitar que o mercado de trabalho entre em colapso.

“Com base no que sei hoje, eu apoiaria um corte de 25 pontos-base” na próxima reunião de 16 e 17 de setembro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), disse ele em comentários preparados para serem apresentados ao Clube Econômico de Miami.

“Embora haja sinais de enfraquecimento do mercado de trabalho, eu me preocupo de que as condições possam se deteriorar ainda mais e muito rapidamente, e acho que é importante que o Fomc não espere até que essa deterioração esteja em andamento e corra o risco de ficar para trás na definição da política monetária adequada.”

O dirigente ainda disse que “chegou a hora de flexibilizar a política monetária e levá-la a uma postura mais neutra” — que ele definiu, com base nas estimativas dos formuladores de políticas do Fed, como 1,25 a 1,50 ponto percentual abaixo da atual faixa de 4,25% a 4,50%.

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*Com informações de Reuters

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