Mercados

Ibovespa (IBOV) tem leve queda de olho na intervenção dos EUA na Venezuela; 5 coisas para saber antes de investir hoje (5)

05 jan 2026, 10:12 - atualizado em 05 jan 2026, 10:12
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) inicia a primeira semana do ano com as atenções voltadas ao exterior, acompanhando os reflexos da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela no mercado brasileiro e na escala mundial

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 0,09%, aos 160.396,75 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real, na esteira do desempenho da divisa no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,4473 (+0,40%).

Day Trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (5)

1 – Expectativas para 2026

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram ligeiramente a projeção para a inflação de 2026. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5), a estimativa para o avanço dos preços passou de 4,05% para 4,06%.

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Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 recuou, caindo de 4,32% para 4,31%. Os dados do IPCA de dezembro e acumulado do ano passado serão divulgados na sexta-feira (9).

No caso da Selic, a expectativa para este ano segue em 12,25%.

As estimativas para o câmbio permaneceram inalteradas. O Focus aponta um dólar cotado a R$ 5,50 ao fim deste ano.

2 – Ação militar dos EUA na Venezuela

Na madrugada do último sábado (3), os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram seu presidente, Nicolás Maduro, e esposa Cilia Flores. A ação militar foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump pela manhã, após meses de tensão entre os dois países sob acusações de tráfico de drogas e ilegitimidade no poder.

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No mesmo dia, Trump afirmou que os Estados Unidos permanecerão na Venezuela  e “essencialmente comandar o país” até que uma transição política ocorra no país.

Ele também confirmou o interesse do país no petróleo venezuelano e afirmou que as companhias estão “preparadas para entrar no país e investir para restaurar a produção”. A Venezuela detém 17% das reservas mundiais do óleo bruto, as maiores do mundo.

3 – Reunião do gabinete da ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai se reunir nesta segunda-feira, depois que os Estados Unidos atacaram a Venezuela e depuseram seu presidente autocrático de longa data, Nicolás Maduro, uma medida que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, considera como um “precedente perigoso”.

A Colômbia, apoiada por Rússia e China, solicitou a reunião do conselho de 15 membros, segundo diplomatas. O Conselho de Segurança da ONU se reuniu duas vezes – em outubro e dezembro – devido à escalada das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela.

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4 – Brasil condena intervenção na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a intervenção dos Estados Unidos à Venezuela.

Em publicação na rede social X no último sábado, o mandatário brasileiro afirmou que os “bombardeios em território venezuelano e captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”.

“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, disse.

Lula ainda afirmou que a “condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões” e declarou que segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.

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5 – Reação do petróleo

Os preços do petróleo operam em alta nesta segunda-feira, com os investidores calibrando os impactos da intervenção dos EUA na Venezuela.

O mercado também reage à última reunião ministerial da Organização dos Países Expotadores de Petróleo e aliados (Opep+). Ontem, o cartel manteve a produção de petróleo inalterada.

Nesta manhã, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para março, tinham alta de 0,95%, a US$ 61,33 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para fevereiro subiam 1,03%, a US$ 57,94 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

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*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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