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Ibovespa (IBOV) abre de lado após IPCA-15 bem acima do esperado; 5 coisas para saber antes de investir hoje (27)

27 fev 2026, 10:23 - atualizado em 27 fev 2026, 10:23
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

Ibovespa (IBOV) abriu o pregão desta sexta-feira (27) em leve queda, após a prévia da inflação de fevereiro vir bem acima do esperado pelo mercado.

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Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira caía 0,04%, aos 190.928,22 pontos.



O dólar à vista opera em alta ante o real, enquanto no exterior a moeda opera em queda ante a maior parte das demais divisas. No mesmo horário, a moeda norte-americana avançava a R$ 5,1546 (+0,31%).

Day Trade:

Radar do mercado:

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5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta sexta-feira (27)

1 – IPCA-15

A prévia da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,84% em fevereiro, segundo dado divulgado pelo IBGE, e acumulou alta de 4,10% em 12 meses.

O número acelerou em relação à variação de +0,20% registrada em janeiro, permanecendo dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.

A estimativa era de que o índice avançaria 0,56% neste mês, de acordo com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

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Os preços das mensalidades escolares pressionaram a inflação, em um efeito sazonal em meio a expectativa de cortes de juros pelo Banco Central em março.

2 – Dívida bruta

Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) permaneceu em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de dezembro para janeiro, informou o Banco Central do Brasil. Em valores nominais, a dívida passou de R$ 10,018 trilhões para R$ 10,080 trilhões.

O pico da série histórica ocorreu em dezembro de 2020 (87,6%), em razão das medidas fiscais adotadas no início da pandemia de covid-19. O nível mais baixo foi registrado em dezembro de 2013, quando a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 93,3% (dado revisado de 93,4%) do PIB em dezembro para 92,7% em janeiro.

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A DBGG — que inclui governo federal, estados e municípios, excluindo o Banco Central e empresas estatais — é referência para agências globais de classificação de risco na avaliação da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote.

3 – Cenário eleitoral

Em levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo instituto Paraná Pesquisas, há empate dentro da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em dois cenários de primeiro turno.

A pesquisa não incluiu nos cenários o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

4 – Haddad na disputa por SP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao ser questionado se já tem uma posição certa sobre a possível candidatura, disse que não conversou com o presidente brasileiro, Lula, sobre o tema durante as viagens que fizeram à Índia e Coreia do Sul na última semana.

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“Primeiro lugar, eu não tive nenhuma reunião na Índia e na Coreia com o presidente da República sobre esse tema. Não conversamos (sobre) São Paulo, durante os oito dias de viagem, nem no avião nem nas visitas. Não houve nenhuma conversa.”

Fontes próximas a Haddad ouvidas pela Reuters disseram não haver nenhuma decisão sobre uma eventual candidatura do ministro.

Haddad e Lula jantaram no Palácio da Alvorada na noite de quinta-feira (26). O presidente também deve se reunir mais uma vez com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e espera acertar com ele os detalhes finais para sua candidatura ao governo de Minas Gerais.

5 – Índice de Preços ao Produtor

No exterior, os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos referente a janeiro. As projeções apontam para alta de 0,3% no mês, enquanto o núcleo — que exclui alimentos e energia — também deve avançar 0,3%.

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O dado é acompanhado de perto pelo mercado por ajudar o Federal Reserve a avaliar as pressões inflacionárias e a orientar as expectativas sobre a trajetória dos juros norte-americanos.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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