Mercados

Ibovespa alcança os inéditos 190 mil pontos após falas de Galípolo e resultado do Payroll e renova recorde histórico

11 fev 2026, 13:45 - atualizado em 11 fev 2026, 13:50
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(istock.com/da-kuk)

Ibovespa (IBOV) ganhou 2 mil pontos entre a primeira e segunda hora de negociações com as falas do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, reforçando o momento de “calibragem” da política monetária, além dos dados mais fortes do que o previsto no Payroll.

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Por volta das 13h14 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira alcançou os 190.047,99 pontos, com avanço de 2,22%, em nova máxima histórica. O último recorde intradia foi registrado na terça-feira (3), quando o índice atingiu os 187.333,83 pontos.

Mais cedo, Galípolo reforçou que a postura do Comitê de Política Monetária (Copom) foi mais conservadora ao sinalizar a “calibragem” dos juros em março. A decisão de esperar 45 dias teve um objetivo claro: reunir mais confiança antes de iniciar o ciclo.

“Antevíamos, em se confirmando o cenário, essa calibragem da política monetária a partir de março, justamente para que a gente consiga reunir mais confiança para iniciar este ciclo”, afirmou.

Em janeiro, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, mas indicou o início dos cortes no encontro seguinte. No mercado, a aposta majoritária é de um corte inicial de 50 pontos-base.

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Já o Payroll, principal dado do mercado de trabalho dos Estados Unidos, veio mais forte do que o esperado e apontou criação de 130 mil vagas em janeiro e redução da taxa de desemprego para 4,3%.

O analista de investimentos da Daycoval Corretora, Gabriel Mollo, destaca que, apesar dos números acima do esperado no Payroll, o Ibovespa continuou a tendência de alta e renovou a máxima, enquanto o dólar seguiu em queda.

“O fluxo estrangeiro continua forte, vindo para o Brasil e contribuindo para que a bolsa renove os recordes”, disse.

No exterior, após abrir a sessão em alta, os índices de Wall Street operam mistos, por receios com a economia norte-americana após os dados do mercado de trabalho.

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Sobe e desce no Ibovespa

Em dia de máximas histórica, apenas seis ações operam em queda, com o maior recuo partindo de Direcional (DIRR3), com queda de quase 1%.

A ponta positiva é liderada pela TIM (TIMS3), que sobe mais de 10% após o balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) vir acima das expectativas do mercado. A telecom apresentou alta de 27,9% no lucro líquido normalizado do quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, chegando a R$ 1,349 bilhão.

Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), as ações de maior peso dentro do índice, sobem mais de 3%, a despeito do arrefecimento da alta do petróleo e estabilidade do minério de ferro, ambas influenciadas pelo fluxo estrangeiro na bolsa.

E o dólar? 

dólar opera em alta ante as moedas globais, como euro e libra, no nível dos 96 pontos, após os dados mais fortes do mercado de trabalho norte-americano. 

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Por volta de 13h37 (horário de Brasília), o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,16%, aos 96.959 pontos.   

Na comparação com o real, o dólar destoa o movimento externo, além da expectativa de redução nos juros brasileiros ao longo deste ano. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,1808 (-0,31%). Mais cedo, a divisa bateu mínima intradia a R$ 5,1695 (-0,53%). 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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