Ibovespa dispara 2%, alcança novo recorde histórico e supera os 170 mil pontos pela 1ª vez
O Ibovespa (IBOV) saltou dos 166 mil pontos para o nível próximo dos 170 mil pontos nas primeiras horas do pregão desta quarta-feira (21), com ganho de mais de 3,5 mil pontos.
Por volta de 13h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira alcançou os 170.149,66 pontos, com avanço de 2,33%, em nova máxima histórica. O último recorde intradia foi registrado ontem (20), quando o índice atingiu os 166.467,56 pontos durante a sessão.
O tom positivo, iniciado na véspera, é patrocinado pelo forte fluxo de capital estrangeiro para os mercados emergentes, em meio a uma rotação global de dólares.
O movimento é impulsionado pelo aumento da aversão a risco dos investidores ao mercado norte-americano, com reflexo na liquidação de títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), com a escalada de tensões geopolíticas – protagonizada pelo presidente Donald Trump, em meio a disputa pela Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.
Há também o fator “eleições” no radar. Mais cedo, a pesquisa AtlasIntel mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com folga todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de outubro deste ano, com chances inclusive de vencer já no primeiro turno, e mantém a liderança nas simulações de segundo turno.
De acordo com o levantamento, encomendado pela Bloomberg, os dois possíveis candidatos do campo bolsonarista — o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — registram desempenho idêntico contra o petista em um segundo turno.
Em destaque, no cenário em que apenas Flávio é o candidato bolsonarista, Lula tem 49% e o senador aparece com 35%, uma redução da distância em relação à pesquisa anterior.
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O mercado também mantém no radar a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, controlada pelo Banco Master Múltiplo S/A, pelo Banco Central.
Sobe e desce do Ibovespa
O Ibovespa renova as máximas históricas em dia de forte apetite a risco.
Apenas três ações recuam no índice: TIM (TIMS3), Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4). A telecom recua após o Citi rebaixar a recomendação das ações de compra para neutra e cortar o preço-alvo de R$ 27 para R$ 25.
Já no caso de Gerdau, o Morgan Stanley também rebaixou a recomendação das ações GGBR4 de compra para neutra, e os papéis da Metalúrgica Gerdau acompanham o movimento negativo.
Já a ponta positiva é liderada por Cogna (COGN3). Mais cedo, o BTG Pactual elevou a recomendação de neutra para compra e elevou o preço-alvo de R$ 4 para R$ 5. Para os analistas, a educacional continua a apresentar sólido momento operacional e perspectivas atrativas de geração de fluxo de caixa livre (FCF).
Entre os pesos-pesados, Vale (VALE3) sobem mais de 2% com a entrada de fluxo estrangeiro. A ação da mineradora é a mais negociada do mercado brasileiro, com giro financeiro de 1,3 bilhões em um pouco mais de 35,1 mil negócios.
A Petrobras (PETR4) também operam em forte alta, de cerca de 2%, com a entrada de capital gringo.
Os bancos, que também integram os pesos-pesados do índice, avançam em bloco com os investidores acompanhando os desdobramentos do Caso Master e o pagamento aos credores pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Os bancos, Vale e Petrobras juntos corresponde a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
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E o dólar?
O dólar opera em queda ante as moedas globais, como euro e libra, no nível dos 98 pontos, com os investidores monitorando as tensões geopolíticas.
Há pouco, o pesidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou o uso da força em sua tentativa de controlar a Groenlândia, mas afirmou que nenhum outro país pode garantir a segurança do território dinamarquês.
“As pessoas pensaram que eu usaria a força, mas eu não preciso usar a força”, disse Trump na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, na Suíça. “Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força.”
“Nenhuma nação ou grupo de nações está em posição de garantir a segurança da Groenlândia, a não ser os Estados Unidos”, afirmou o chefe da Casa Branca, acrescentando: “Estou buscando negociações imediatas para discutir novamente a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos.”
Por volta de 12h (horário de Brasília), o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,13%, aos 98.507 pontos.
Na comparação com o real, o dólar acompanha o movimento externo. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,3308 (-0,92%).
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