Mercados

Ibovespa tem novo salto, renova recorde e ultrapassa os inéditos 177 mil pontos

22 jan 2026, 12:28 - atualizado em 22 jan 2026, 13:07
Ibovespa-alta
(Imagem: iStock.com/erhui1979)

Pelo terceiro dia consecutivo, o Ibovespa (IBOV) renova os recordes nominais históricos com forte fluxo de capital estrangeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 12h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira alcançou os 177.100,98 pontos, com avanço de 3,08%, em nova máxima histórica. O último recorde intradia foi registrado ontem (21), quando o índice atingiu os 171.969,01 pontos durante a sessão.

O tom positivo, iniciado na última terça-feira (20), deve-se ao movimento de rotação global – com a saída de dólares dos mercados norte-americanos, em meio a tensões geopolíticas protagonizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump –, também conhecido como “Sell America“.

O cenário doméstico também contribui para a valorização do Ibovespa. Por aqui, a arrecadação do governo federal teve alta real de 3,65% em 2025 sobre ano anterior, somando R$2,887 trilhões, segundo dados divulgados pela a Receita Federal nesta quinta-feira.

Esse foi o melhor resultado anual já registrado na série histórica do governo, iniciada em 1995.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante a coletiva de imprensa sobre os números, o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que o fisco estabeleceu como meta arrecadar neste ano R$ 200 bilhões por meio de negociações amigáveis para coleta de tributos sem litígio. Em 2025, a “cobrança amigável” foi de R$177,5 bilhões.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar obtido após abatimento de despesas que não serão contabilizadas após decisão judicial, como precatórios e indenizações a aposentados.

Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025, que considera receitas e despesas, serão apresentados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro.

Sobe e desce do Ibovespa

Em dia de máximas histórica, apenas PetroReconcavo (RECV3) e Prio (PRIO3) compõem a ponta negativa do Ibovespa. As juniors oil são pressionadas pela queda de quase 2% do petróleo Brent.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ponta positiva é liderada por Cogna (COGN3) pela segunda sessão consecutiva. Os investidores ainda repercutem a visão positiva do BTG Pactual sobre a companhia.

Ontem (21), o banco elevou a recomendação de neutra para compra e elevou o preço-alvo de R$ 4 para R$ 5. Para os analistas, a educacional continua a apresentar sólido momento operacional e perspectivas atrativas de geração de fluxo de caixa livre (FCF). Em reação, as ações encerraram o dia com alta de 11%.

Braskem (BRKM5) também opera entre as altas do Ibovespa após um dos maiores investidores individuais da B3, Victor Adler, montar posição da companhia. Ele, segundo a petroquímica, passou a deter cerca de 5% de participação no capital social.

Entre os pesos-pesados, Vale (VALE3) sobe mais de 1% com a entrada de fluxo estrangeiro. A ação da mineradora é a quarta mais negociada do mercado brasileiro, com giro financeiro de 786 milhões em um pouco mais de 20mil negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Petrobras (PETR4) tem alta de 0,5%, limitada pelo desmpenho do petróleo, e figura como a mais negociada da B3.

Os bancos, que também integram os pesos-pesados do índice, avançam em bloco com os investidores acompanhando os desdobramentos do Caso Master e o pagamento aos credores pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Os bancos, Vale e Petrobras juntos corresponde a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

E o dólar?  

dólar opera em queda ante as moedas globais, como euro e libra, no nível dos 98 pontos, com uma série de dados econômicos nos Estados Unidos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 12h (horário de Brasília), o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,22%, aos 98.537 pontos.   

Na comparação com o real, o dólar acompanha o movimento externo. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,3157 (-0,10%). 

[cotacoes-materia ticker=”USDBRL”] 

Exterior

As bolsas de Wall Street mantêm o ritmo de ganhos iniciado na sessão anterior, em meio ao recuo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na disputa pela Groenlândia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ontem (21), o chefe da Casa Branca afirmou que não usará da força para “conquistar” a Groenlândia, em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Ele também declarou, no final da tarde, que está próximo de um acordo sobre a ilha e suspendeu tarifas de 10%, que entrariam em vigor em 1º de fevereiro. sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.

Já hoje, Trump disse que o acordo com a Otan permitirá acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia, mas sem comentar detalhes.

Os dados econômicos também movimentam o pregão. O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,2% em novembro ante outubro. Na comparação anual, a alta foi de 2,8%. Os números ficaram em linha com a expectativas do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O PCE é a medida de inflação de referência para o Federal Reserve (Fed).

Após o dado, o mercado manteve as apostas de manutenção dos juros pelo Fed, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na próxima decisão de política monetária, que acontece na próxima semana. A previsão de retomada do ciclo de afrouxamento monetária segue apenas a partir de junho.

Por volta de 12h (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,52%, aos 49.331,23 pontos; o S&P 500 tinha alta de 0,30%, aos 6.896,59 pontos e o Nasdaq registrava ganho de 0,49%, aos 23.339,09 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar