Mercados

Ibovespa despenca mais de 2% e dólar sobe para R$ 5,28 com avanço das tensões no Oriente Médio

05 mar 2026, 13:37 - atualizado em 05 mar 2026, 13:56
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(Imagem: iStock/hernan4429)

Após uma sessão marcada pelo otimismo na véspera, o Ibovespa (IBOV) perdeu mais de 4 mil pontos nas primeiras horas do pregão desta quinta-feira (5), como reflexo das incertezas globais com o conflito no Oriente Médio, o que azedou o humor em Wall Street e nas bolsas europeias.

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Por volta de 13h11 (horário de Brasília), o IBOV registrava queda de 2,43%, aos 180.866,47 pontos. Já o dólar à vista subia 1,21%, a R$ 5,2814.

Na mínima intradia, porém,o índice recuou 2,46%, aos 180.810,44 pontos



O conflito no Irã, iniciado com ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel no último sábado (28), entra no sexto dia com escalada de tensão. Pela manhã, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio estava em chamas.

A Guarda disse, em comunicado divulgado pela mídia estatal, que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz estaria sob o controle da República Islâmica.

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O avanço do conflito, sem perspectiva de negociação, por ora, aumenta a incerteza quanto a sua duração, a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz – controlado pelo Irã e considerado uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo bruto – e os possíveis impactos na inflação.

Indícios de que os preços de petróleo bruto podem chegar a US$ 100 por barril seriam preocupantes para os mercados, voltando as atenções dos investidores para um possível fim do conflito.

Cenário doméstico

Com o aumento dos preços de petróleo e energia no radar do mercado, os temores de uma pressão altista na inflação voltaram ao debate. Os juros futuros subiram novamente diante de uma precificação de corte menor da Selic em março, na esteira do avanço das incertezas globais.

Em evento do Goldman Sachs, o diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, disse que a autoridade monetária deve agir com cautela diante do aumento das incertezas globais. Segundo ele, a postura do BC exige “serenidade”, mas isso não significa falta de ação.

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Nilton destacou que o conflito no Oriente Médio traz dúvidas relevantes para o cenário econômico, principalmente por causa dos possíveis impactos do petróleo sobre a inflação. “É natural pensar que quando o petróleo sobe há pressão inflacionária, mas por quanto tempo? Não sabemos a duração”, disse.

Mais cedo, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego brasileira ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre móvel de agosto a outubro de 2025, quando também havia marcado 5,4%.

Segundo os cálculos da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, com o ajuste sazonal, – que elimina efeitos pontuais do calendário e ajuda a enxergar melhor uma tendência – a taxa ficou estável em 5,4%, o menor patamar da série histórico.

“São dados que, em conjunto com outros indicadores, reforçam que o mercado de trabalho segue aquecido no Brasil”, avaliou. 

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Petroleiras beneficiadas

Entre as 85 ações que compõem a carteira teórica, apenas oito operam no terreno positivo. Nesta quinta-feira (5), o Brent opera com alta de quase 4%, com o barril negociando acima de US$ 84,50.

Por volta de 12h59 (horário de Brasília), Braskem (BRKM5) liderava os ganhos do Ibovespa com alta de 8,75%, a R$ 11,81. Na sequência, apareciam Prio (PRIO3), com ganho de 3,17%, a R$ 57,28, e PetroReconcavo (RECV3) que avançava 1,76%, a R$ 12,72.

A Petrobras (PETR3;PETR4), porém, recuava no mesmo horário 0,79%, a R$ 43,71 e R$ 40,18, respectivamente. O movimento reflete a cautela antes da divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) da companhia.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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