Mercados

Ibovespa alcança os inéditos 195 mil pontos e renova recorde histórico

09 abr 2026, 11:24 - atualizado em 09 abr 2026, 12:52
ibovespa bolsa barata
(Imagem: iStock.com/erhui1979)

O Ibovespa (IBOV) ganhou mais de 3,1 mil pontos na primeira hora de negociações com fluxo estrangeiro, retomada da alta nos preços do petróleo e em meio a incertezas quanto a durabilidade do cessar-fogo no Oriente Médio.

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Por volta de 12h30 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira alcançou os 195.378,87 pontos, com avanço de 1,65%, em nova máxima histórica. O último recorde intradia foi registrado na terça-feira (8), quando o índice atingiu os 193.759,01 pontos.

Segundo a análise técnica do Itaú BBA, o Ibovespa deve manter uma tendência de alta e atingir os 200 mil pontos no curto prazo, caso encerre o pregão acima dos 192.700 pontos.

“Agora, é acompanhar para ver se teremos continuidade desse movimento para avançarmos a uma tendência de alta global, como tínhamos antes do conflito [no Oriente Médio]. Por enquanto, o cenário é de alívio com expectativas de que uma nova onda de alta nos mercados possa surgir”, escreveram os analistas Fábio Perina e Lucas Piza, em relatório.

No exterior, os índices de Wall Street operam em queda com os investidores atentos aos desdobramentos da trégua temporária nos ataques entre EUA-Israel e Irã e possíveis negociações para um acordo de paz definitivo.

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Além disso, o mercado reage a dados de inflação, que vieram em linha com o esperado, e do crescimento da economia norte-americana.

Sobe e desce do Ibovespa

Em dia de máximas histórica, Petrobras (PETR4), considerado um dos pesos-pesados do Ibovespa, impulsiona os ganhos do índice com apoio do petróleo.

Por volta de 11h, PETR4 subia 3,37%, a R$ 48,18, figurando como a segunda maior alta do principal índice da bolsa brasileira. A ação também era a mais negociada da B3 com 13,4 mil negócios e giro financeiro de R$ 464,7 milhões.

PETR3, papel ordinário da estatal, tinha ganho de 3,56%, a R$ 53,01.

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No mesmo horário, os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho tinham alta de 4,31%, a US$ 98,82 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Na ponta negativa, apenas 12 ações operam em queda no Ibovespa. A carteira do índice é formada por 83 papéis.

Minerva (BEEF3), WEG (WEGE3) e Hapvida (HAPV3) figuravam entre as maiores perdas na primeira hora de negociações.

E o dólar?

O dólar opera em queda ante as moedas globais, como euro e libra, no nível dos 98 pontos, com reação a dados macroeconômicos no EUA.

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Por volta de 11h (horário de Brasília), o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,22%, aos 97.910 pontos.

Mais cedo, o Bureau of Economic Analysis (BEA) informou que Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidos subiu 0,4% em fevereiro, em linha com o esperado.

Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4%. No comparativo anual, o índice subiu 2,8% e o núcleo 3% — acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano.

Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 0,5% no quarto trimestre de 2025, de acordo com a estimativa final do Departamento de Comércio do país. Os analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam alta de 0,7% no período.

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Na comparação com o real, o dólar acompanha o movimento externo.

Por aqui, a valorização da moeda brasileira é apoiada também pela entrada de capital estrangeiro, alta nos preços do petróleo – que favorece países exportadores de commodities como o Brasil – e aumento da precificação de corte de 0,50 ponto percentual na Selic no final de abril. Hoje, a taxa de juros está em 14,75% ao ano.

No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,0788 (-0,47%), no menor nível em dois anos.



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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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