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Ibovespa: O motivo que impede Inter de ver o índice acima de 118 mil pontos em 2023

29 jun 2023, 20:11 - atualizado em 29 jun 2023, 20:11
Ibovespa
Ibovespa: Um fator deve limitar o potencial de alta do índice, de acordo com analistas (Imagem: REUTERS/Paulo Whitaker)

Analistas estão revisando as projeções do Ibovespa para 2023. Mesmo as casas que cortaram recentemente o preço-alvo avaliam que existe um bom potencial de valorização para o índice. O Santander e a Guide Investimentos, por exemplo, apostam no patamar dos 140 mil pontos ao fim do ano.

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Quem parece estar na contramão é o Inter Research, que optou por não revisar o preço-alvo do Ibovespa após o rali recente – pelo menos por enquanto.

Mesmo com a melhora do quadro inflacionário no Brasil e expectativas de corte de juros em agosto, um fator deve limitar o potencial de alta do índice, avalia a instituição.

A ‘pedra no sapato’ do Ibovespa

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (29), os analistas Gabriela Joubert e Matheus Amaral chamam atenção para o desconto da Bolsa, com o Ibovespa negociando a múltiplos P/L (preço sobre lucro) “extremamente baixos”, em cerca de 7 vezes.

Isso poderia justificar uma potencial alta de mais de 50%, caso o índice voltasse ao patamar histórico de 12 vezes, o que não parece ser o caso, na avaliação do Inter.

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O motivo? O time de análise está cético com a recuperação das commodities, em especial do setor de mineração e siderurgia devido a dados fracos da China.

“Considerando o peso destes papéis no índice, vemos um limitador para fortes avanços do índice até o fim do ano, a não ser que vejamos mudanças significativas no cenário macroeconômico chinês”, explicam Joubert e Amaral. Eles chamam atenção para o desempenho do IMAT, principal índice de commodities, que recua mais de 8% em 2023, mesmo com o avanço de cerca de 7% do Ibovespa.

Segundo o Inter, o comprometimento do governo chinês em entregar crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) pode trazer impactos positivos para o país asiático por meio de estímulos adicionais. Porém, a instituição prefere manter a cautela neste momento, “até que estes benefícios se traduzam em dados palpáveis e reflitam-se na demanda e, consequentemente, nos números das exportadoras”.

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Oportunidades da Bolsa

As apostas do Inter estão voltadas para ativos com exposição ao mercado interno, como varejo, setor imobiliário, saúde, educação e indústria.

“Estes foram os setores mais prejudicados pelo movimento de alta dos juros. […] Com uma perspectiva mais positiva de queda na inflação e nos juros, além de revisões para cima do PIB, devemos ver um ambiente mais favorável à demanda interna, o que deverá beneficiar também as receitas e os custos dessas empresas, levando a maiores margens”, dizem os analistas.

A grande incógnita é o setor bancário, que pode se beneficiar por um cenário doméstico mais favorável, mas ainda precisa lidar com níveis de inadimplência elevada e crédito restrito.

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Editora-assistente
Formada em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como editora-assistente do Money Times há pouco mais de três anos cobrindo ações, finanças e investimentos. Antes do Money Times, era colaboradora na revista de Arquitetura, Urbanismo, Construção e Design de interiores Casa & Mercado.
diana.cheng@moneytimes.com.br
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