Mercados

Ibovespa perde importante patamar e Itaú BBA vê chances de ‘quedas acentuadas’

29 maio 2024, 14:43 - atualizado em 29 maio 2024, 15:08
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Para o trio, o cenário é bastante desafiador no curto prazo para o mercado e coloca pressão na região de média móvel de 200 períodos (Imagem: Diana Cheng/Money Times)

O Ibovespa engata mais uma sequência de quedas nesta semana, que será mais curta devido ao feriado de Corpus Christi. Por volta das 14h41, o índice caía 0,78%, a 122.817 pontos. Desde segunda, a Bolsa já soma recuo de 1%. No mês, a perda chega a 3,22%.

E segundo analistas gráficos do Itaú BBA, o recuo pode não parar por aqui. De acordo com os analistas Fábio Perina, Lucas Piza e Igor Caixeta, o patamar dos 123 mil pontos é importante não apenas pela ótica de curto prazo, como também por ser a região pela qual passa a média móvel de 200 períodos.



“Isso significa que se for perdida, as chances de quedas mais acentuadas aumentarão. Caso isso aconteça, os próximos suportes estão em 120.000, 115.000 e 111.600 pontos – mínima de out/23”, explicam.

Para o trio, o cenário é bastante desafiador no curto prazo para o mercado e coloca pressão na região de média móvel de 200 períodos.

  • Ibovespa corre o risco de perder os 120 mil pontos? O analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, explica como o cenário macroeconômico está afetado o índice brasileiro, no Giro do Mercado desta quarta-feira (29):

“Importante ressaltar que sob uma visão de médio prazo, enquanto o índice permanecer acima de sua média móvel 200 períodos, o grande alvo a ser perseguido em 2024 continua a ser a região dos 150 mil pontos”, completam.

Por que o Ibovespa cai hoje?

A queda desta quarta reflete a piora de cenário no exterior. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, cedia 0,63%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,5977%, de 4,542% na véspera.

No Brasil, uma agenda cheia de dados macroeconômicos ocupava as atenções, incluindo queda na taxa de desemprego para 7,5% no trimestre até abril e aumento da dívida bruta a 76% do PIB em abril, com superávit do setor público abaixo do esperado.

A pauta ainda mostrou que o IGP-M acelerou a alta para 0,89% em maio, enquanto a confiança do setor de serviços recuou novamente em maio.

Com Reuters

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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