Bolsa de Valores

Ibovespa pode subir mais 14% e chegar aos 235 mil pontos em 2027, projeta Eleven

10 out 2026, 11:55 - atualizado em 10 out 2026, 12:39
mercado morning ibovespa wall street
(Imagem: iStock/marketlan)

Após o salto de 8,8% do Ibovespa (IBOV) na semana seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais, a Eleven Financial vê espaço para novas altas no curto prazo.

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Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições e abrir uma vantagem de 2,2 milhões de votos frente ao incumbente, o mercado aumentou a aposta de o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro vencer a disputa pela Presidência no segundo turno, em 25 de outubro. Em reação, o IBOV superou os 206 mil pontos e dólar terminou a semana a R$ 4,98.

Nas contas da casa de análise independente, apesar da alta recente, o valuation do IBOV está negociando a menos de 10 vezes o preço sobre lucro (P/L), ante uma média histórica perto de 11 vezes, mesmo com a recente valorização ao nível recorde dos 206 mil pontos.

“O principal índice da bolsa brasileira segue sendo negociado com múltiplos baixos, a alocação na indústria de fundos local de multimercados e de ações é baixa e as taxas de juros seguem em patamares elevados”, destaca Fernando Siqueira, head de research.

“Os fundamentos estão melhorando e indicadores técnicos seguem indicando espaço para novas altas”, acrescenta.

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Diante da visão positiva, a Eleven projeta o Ibovespa aos 235 mil pontos em meados de 2027, o que representa 14% de valorização.

No cenário otimista, a estimativa é de IBOV aos 253 mil pontos, um potencial de valorização de 23% sobre os níveis atuais.

O que pode impulsionar e os riscos

Na carta do estrategista, Siqueira avalia que a Bolsa brasileira pode ser favorecido pelo fluxo tanto de investidores estrangeiros quanto locais.

Segundo ele, a melhora do cenário macroeconômico local já favorece a entrada de capital estrangeiro, enquanto a queda dos juros pode estimular a volta dos investidores brasileiros à renda variável.

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Além disso, os fundos de ações e multimercados enfrentam resgates há pelo menos quatro anos. Uma mudança nesse movimento poderia ampliar a demanda doméstica por ações e contribuir para a continuidade da valorização do mercado.

A recente valorização, porém, acendeu um sinal de atenção: muitos ativos estão com os preços esticados, o que aumenta a possibilidade de realização de lucros. Além disso, a alta do Ibovespa durante o atual ciclo eleitoral superou a observada em eleições recentes, reforçando o risco de ajustes no curto prazo.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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