Mercados

Ibovespa fecha acima de 190 mil pela 1ª vez, com apoio de Vale (VALE3) e sob influência de NY

20 fev 2026, 18:23 - atualizado em 20 fev 2026, 18:28
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(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) encerrou a sexta-feira (20) em alta de 1,05%, aos 190,5 mil pontos, renovando máximas históricas, com os papéis da Vale (VALE3) e de bancos entre os principais suportes, em pregão marcado por vencimento de opções sobre ações. Na semana, encurtada pelo Carnaval, o índice avançou 2,17%.

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O principal índice da Bolsa brasileira subiu na esteira do desempenho positivo dos mercados globais, após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

O tribunal entendeu que a interpretação da norma para permitir a imposição de tarifas extrapola as atribuições do Executivo e invade competências do Congresso, violando a doutrina das “questões principais”, que exige autorização clara do Legislativo para medidas de ampla relevância econômica e política.

A decisão, anunciada no fim da manhã, favoreceu ativos de risco globalmente. No Brasil, o dólar fechou em baixa de 1% e as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) recuaram ao longo da curva. A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 12,54%, queda de 7 pontos-base ante 12,613% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2035 marcou 13,38%, com recuo de 6 pontos-base frente a 13,443%.

Durante a tarde, Trump criticou a decisão e afirmou que dispõe de mecanismos alternativos para impor tarifas, anunciando que pretende assinar uma ordem para estabelecer uma tarifa global de 10%, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, além de iniciar novas investigações comerciais.

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Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a derrubada das tarifas elimina uma possível fonte de arrecadação apresentada como instrumento de consolidação fiscal no longo prazo, o que pode pressionar os juros mais longos nos Estados Unidos.

*Com informações de Reuters

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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