Ibovespa fecha acima de 190 mil pela 1ª vez, com apoio de Vale (VALE3) e sob influência de NY
O Ibovespa (IBOV) encerrou a sexta-feira (20) em alta de 1,05%, aos 190,5 mil pontos, renovando máximas históricas, com os papéis da Vale (VALE3) e de bancos entre os principais suportes, em pregão marcado por vencimento de opções sobre ações. Na semana, encurtada pelo Carnaval, o índice avançou 2,17%.
O principal índice da Bolsa brasileira subiu na esteira do desempenho positivo dos mercados globais, após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.
O tribunal entendeu que a interpretação da norma para permitir a imposição de tarifas extrapola as atribuições do Executivo e invade competências do Congresso, violando a doutrina das “questões principais”, que exige autorização clara do Legislativo para medidas de ampla relevância econômica e política.
A decisão, anunciada no fim da manhã, favoreceu ativos de risco globalmente. No Brasil, o dólar fechou em baixa de 1% e as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) recuaram ao longo da curva. A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 12,54%, queda de 7 pontos-base ante 12,613% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2035 marcou 13,38%, com recuo de 6 pontos-base frente a 13,443%.
Durante a tarde, Trump criticou a decisão e afirmou que dispõe de mecanismos alternativos para impor tarifas, anunciando que pretende assinar uma ordem para estabelecer uma tarifa global de 10%, com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, além de iniciar novas investigações comerciais.
Segundo Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, a derrubada das tarifas elimina uma possível fonte de arrecadação apresentada como instrumento de consolidação fiscal no longo prazo, o que pode pressionar os juros mais longos nos Estados Unidos.
*Com informações de Reuters