Ibovespa sobe com disparada de Vale e Petrobras; Hypera cai 3%

O Ibovespa terminou a terça-feira (10) em alta de 1,44%, aos 84.510 pontos, na segunda valorização em 10 sessões realizadas em abril. Os papéis da Vale (VALE3) reagiram positivamente ao bom desempenho do minério de ferro e avançaram 4,24%, a R$ 44,77. Também com forte peso no índice, os papéis da Petrobras (PETR4) subiram 4,24%, a R$ 21,40.
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“Graças a uma melhora do humor dos investidores em âmbito global, houve recuperação de parte das fortes perdas sentidas no mercado acionário doméstico na véspera. Ainda que a cena política local enseje cautela, a maior influência do dia veio do alívio de parte das tensões quanto às disputas comerciais entre EUA e China, inclusive com discursos de ambos os lados reiterando avanços pacíficos perante a questão”, analisa a BB Investimentos em um relatório enviado a clientes.
Sob ameaça de deixar o benchmark, mas ainda presente, os ativos da Marfrig (MRFG3) anotaram mais um dia de valorização. As ações dispararam mais 17,73%, a R$ 8,70. O BTG Pactual elevou o preço-alvo de R$ 9 para R$ 11 e a recomendação de neutra para compra. A mudança veio após a compra do controle da National Beef por US$ 969 milhões, um valor considerado como razoável, e com a promessa da administração de vender a Keystone no curto prazo.
Do lado negativo, destaque para as ações da Hypera (HYPE3). A queda de 3,26%, para R$ 35,02, foi resultado do envolvimento da empresa na operação da Polícia Federal chamada de Tira-Teima. A investigação apura a compra de benefícios por empresários, por meio do pagamento de vantagens indevidas a políticos.
Para o Credit Suisse, as notícias sobre uma busca no escritório da Hypera são negativas, aumentam a volatilidade e explicam o declínio das ações hoje, mas que não há nada de novo. Os analistas Tobias Stingelin, Leandro Bastos e Pedro Pinto, destacam que o evento faz parte de uma investigação em curso, que a Hypera não foi acusada de qualquer delito e está cooperando e já processou e se distanciou de seu diretor anterior em 2016.
Política
O Partido Ecológico Nacional (PEN) entrou hoje com um pedido para adiar o julgamento de uma liminar na ação declaratória de constitucionalidade (ADC) de autoria da legenda sobre o cumprimento de pena por pessoas condenadas em segunda instância. A concessão do pedido poderia beneficiar Lula, que está preso desde sábado (7) na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse não ser possível ao autor de uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC) desistir de um pedido de liminar no processo. “Não pode desistir de ação, então não pode desistir de pedido”, afirmou Moraes sobre a nova liminar solicitada na semana passada pelo PEN. “Não cabe desistência, depois que ingressou, o Supremo que irá julgar”, reiterou o ministro.