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Ibovespa tem ‘virada’ e rompe 110 mil pontos; veja o que mexeu com índice

18 maio 2023, 17:21 - atualizado em 18 maio 2023, 17:21
Ibovespa
Ibovespa sobe com arcabouço no radar; BRF, Magalu e Via sobem (Imagem: Patricia Monteiro/Bloomberg)

O Ibovespa (IBOV) venceu a indecisão do começo do dia e fechou em alta de 0,59%, a 110.108 pontos. Investidores repercutem a aprovação do regime de urgência do arcabouço fiscal, que deve ser votado no plenário da Câmara dos Deputados na próxima quarta.

Para a equipe da Levante, apesar de o texto não ser considerado ideal em termos de austeridade fiscal, sinaliza que esse imbróglio será resolvido, o que tem um efeito positivo para os ativos brasileiros.

“Hoje, de forma geral, vimos um movimento de leve correção no Ibovespa, impactado principalmente pelas quedas dos setores de petróleo e gás, financeiro e commodities metálicas”, diz Eduardo Rahal analista-chefe da Levante Corp.

Ele diz ainda que de forma consensual, os principais setores da bolsa estão bastante descontados neste momento, mesmo com a alta mais recente. “Com um possível alívio de juros a partir do segundo semestre, o mercado já passa a antecipar e andar na frente”, coloca.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Entre os destaques de alta do pregão de hoje, temos a BRF (BRFS3), que subiu por conta da alta do dólar, que ajuda todo o setor de frango, mas principalmente pela perspectiva de avanço da venda de precatórios, créditos tributários e ativos judiciais reduzindo o seu endividamento.

“É uma empresa bem endividada que se conseguir avançar na venda desses três itens, vai melhorar sua estrutura de endividamento”, diz Leandro Petrokas, diretor de research da Quantzed.

Ele destaca ainda Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3), empresas do varejo que atendem a classe C. “Subiram também muito por conta da perspectiva de melhora no IPCA com a queda dos preços dos combustíveis”, coloca.

Outro papel que disparou foi Minerva (BEEF3), por eventual virada do ciclo do boi.

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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