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Impacto do coronavírus é ‘exagerado’, afirma maior hedge fund do mundo

11/02/2020 - 7:34
As ações globais enfrentam um período turbulento em meio a temores sobre a propagação do coronavírus (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

A Ray Dalio diz que o impacto do surto de coronavírus nos mercados tem sido exagerado e que, provavelmente, será de curto prazo.

As preocupações dos investidores com a pandemia “talvez tenham provocado um efeito exagerado nos preços dos ativos por causa da natureza temporária disso, então eu esperaria mais uma recuperação”, disse o bilionário fundador da Bridgewater Associates, durante conferência em Abu Dhabi na terça-feira.

Como gestor do maior hedge fund do mundo, Dalio deve saber do que está falando. A Bridgewater retornou US$ 58,5 bilhões para seus clientes desde sua criação em 1975, o maior valor do que qualquer hedge fund, segundo estimativas da LCH Investments, embora no ano passado seu principal fundo tenha sofrido a primeira perda desde 2000.

As ações globais enfrentam um período turbulento em meio a temores sobre a propagação do coronavírus. O número de mortes causadas pelo surto ultrapassam 1.000.

Casos ainda são confirmados globalmente e governos se apressam para conter a propagação do vírus. Voos continuam sendo cancelados, as previsões econômicas permanecem sombrias e empresas cancelam a participação em eventos para a segurança dos funcionários.

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 Na Ásia, o apetite por risco aumenta a demanda por ações asiáticas, que subiram na terça-feira (Imagem: Reuters/Yuya Shino)

Estabilização do surto

No entanto, os mercados acionários ainda estão perto de níveis recordes. Na Ásia, o apetite por risco aumenta a demanda por ações asiáticas, que subiram na terça-feira enquanto investidores tentam decifrar se o surto está se estabilizando.

Dalio disse que os investidores deveriam se concentrar em questões como desigualdade econômica e diferenças políticas, a ascensão da China – e o que isso significa para o cenário competitivo – tecnologia e meio ambiente.

“Todos irão interagir”, disse. “O que mais me preocupa se você realmente tiver uma recessão – agora estamos com 11 anos de expansão – seja em um, dois, três anos à frente, com a maior polaridade existente, são a desigualdade de riqueza e as diferenças políticas. Eu ficaria mais preocupado com isso.”

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Última atualização por Lucas Simões - 11/02/2020 - 7:34