Economia

Impacto econômico da guerra contra Irã dependerá de duração, danos e custos da energia, diz autoridade do FMI

04 mar 2026, 4:18 - atualizado em 04 mar 2026, 4:13
Powell Fed FMI
(Imagem: REUTERS/Yuri Gripas/Arquivo)

O impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia global dependerá de sua duração e dos danos causados à infraestrutura e às indústrias da região, especialmente se os aumentos nos preços da energia forem de curta duração ou persistentes, afirmou nesta terça-feira (3) o número 2 do Fundo Monetário Internacional.

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Se houver incerteza prolongada devido ao conflito e um impacto prolongado nos preços da energia, “eu esperaria que os bancos centrais fossem cautelosos e respondessem à situação à medida que ela se concretizasse”, disse o primeiro vice-diretor-gerente do FMI, Dan Katz, na conferência Future of Finance do Instituto Milken, em Washington.

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Katz disse que o conflito pode ter “um impacto muito grande na economia global em uma série de indicadores, seja inflação, crescimento e assim por diante”, mas ainda é cedo para ter uma convicção firme.

Antes dos ataques aéreos dos EUA e de Israel ao Irã e dos contra-ataques em toda a região, o FMI havia previsto um sólido crescimento do PIB global de 3,3% em 2026, superando as perturbações tarifárias devido, em parte, ao contínuo boom de investimentos em IA e às expectativas de ganhos de produtividade.

Katz disse que o impacto econômico do conflito no Oriente Médio seria influenciado por sua duração e por novos desdobramentos geopolíticos.

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Mais cedo, o FMI disse que estava monitorando as perturbações do conflito no comércio e na atividade econômica, o aumento dos preços da energia e o aumento da volatilidade do mercado financeiro.

“A situação continua altamente instável e contribui para um ambiente econômico global já incerto”, afirmou o Fundo em comunicado divulgado em Washington.

Katz disse que o FMI analisará os impactos diretos do conflito na região, incluindo danos à infraestrutura e perturbações em setores-chave.

“O turismo é um setor importante. O transporte aéreo. Há danos físicos à infraestrutura, às instalações de produção e, em particular, à grande indústria em que todos estarão focados, que é, obviamente, a indústria de energia”, disse ele.

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O petróleo subia ainda mais nesta terça-feira, com o Irã prometendo atacar navios que passassem pelo Estreito de Ormuz. O petróleo bruto Brent, referência global, subiu para US$ 83 por barril, um aumento de 15% em relação ao nível da sexta-feira.

Katz disse que espera que os bancos centrais “ignorem” um aumento temporário nos preços da energia, dado seu foco no núcleo da inflação. Mas os bancos centrais podem responder se um choque energético mais persistente resultar em “uma desestabilização das expectativas de inflação”.

Ele disse que o pico de inflação pós-Covid de 2022 foi influenciado pelos impactos energéticos da invasão da Ucrânia pela Rússia, com mais repasse da inflação geral para o núcleo da inflação.

“Portanto, tenho certeza de que os bancos centrais, ao refletirem sobre como a situação geopolítica está se traduzindo nos mercados de energia, analisarão as lições da pandemia e verão se podem aplicar alguma dessas lições na definição da política monetária”, disse Katz.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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