Impostos

“Imposto pet”: Governo propõe taxa de R$ 600 para cada animal de estimação nessa cidade e medida é rejeitada (mas há lugares onde isso acontece)

28 mar 2026, 9:00 - atualizado em 26 mar 2026, 10:50
(Imagem: alexei_tm/ iStock)

Ter um pet em casa custa caro, e não é só pelos gastos corriqueiros, mas pela possibilidade da cobrança de um imposto para tê-los. A ideia de pagar uma taxa anual só por possuir um bichinho de estimação já foi considerada e causou calafrios nos “pais” e “mães” de pets.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A proposta previa uma cobrança de cerca de 100 euros por ano por animal se a pessoa morasse na cidade. A quantia equivale a pouco mais de R$ 600 na cotação de hoje.

Já no caso dos turistas, a ideia era aplicar uma taxa de 1,50 euro por dia de viagem para cada pet. Isso daria quase R$ 10 por dia.

A justificativa dos propositores da legislação era reforçar a limpeza urbana e financiar espaços dedicados aos animais.

A imposição da taxa foi discutida em Bolzano, no norte da Itália, e fazia parte de um esforço local para lidar com os custos atribuídos à circulação de moradores, visitantes e seus animais de estimação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O pacote incluía ainda regras rígidas de convivência, como a obrigatoriedade de recolher as fezes dos cães, com multas que poderiam chegar a 600 euros.

Como era de se esperar, no entanto, a proposta encontrou resistência imediata. Entidades de proteção animal da Itália, como a Ente Nazionale Per La Protezione Degli Animali (ENPA), classificaram a medida como injusta e criticaram o que chamaram de tentativa de transformar animais em fonte de arrecadação.

Segundo os críticos, a cobrança penalizaria tutores responsáveis, poderia desestimular a adoção de animais e ainda teria potencial para afetar negativamente o turismo na região.

Diante da repercussão negativa e da falta de consenso político, o projeto acabou sendo retirado antes mesmo de entrar em vigor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Imposto pet” já existe em outros países

Alemanha

Apesar do recuo em Bolzano, a ideia de tributar animais de estimação não é inédita. Na Alemanha, por exemplo, donos de cães em Berlim pagam uma taxa anual de 120 euros por um animal. O valor sobe para 180 euros para quem tem dois cães. Para raças consideradas perigosas, o imposto pode chegar a 600 euros.

O modelo alemão costuma ser citado como exemplo de organização e retorno à sociedade.

Com os recursos, cidades como Berlim implementaram controle rigoroso sobre os animais, incluindo identificação obrigatória por microchip, o que reduz casos de abandono e facilita a localização de pets perdidos.

As regras também preveem penalidades para quem não recolhe resíduos em espaços públicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Suiça

Na Suíça, a cobrança já é realidade e varia conforme o porte do animal, geralmente entre 100 e 200 francos suíços por ano, o equivalente a R$ 658 a R$ 1.315. Há exceções: cães de resgate, guias ou utilizados em fazendas podem receber isenção ou descontos. O registro dos animais também é obrigatório, como forma de controle populacional.

Luxemburgo

Já em Luxemburgo, existe um imposto anual que começa em cerca de 10 euros e pode variar de acordo com a região. Assim como em outros países, animais com funções específicas, como cães-guia ou de uso militar, costumam ser isentos.

Japão

Fora da Europa, o Japão também exige o pagamento de uma taxa anual para cães registrados, embora os valores sejam mais baixos em comparação com os padrões europeus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar