Economia

Indicação de Galípolo para a presidência do Banco Central pode ficar para outubro; entenda

08 jul 2024, 16:08 - atualizado em 08 jul 2024, 16:08
Gabriel Galipolo, Selic banco central
Atual diretor de Política Monetária, Gabiel Galípolo, é favorito para assumir presidência do Banco Central. (Imagem: Reprodução/LinkedIn Gabriel Galípolo)

A indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central pode ficar para outubro, segundo informações da CNN.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido aconselhado a esperar antes de anunciar a mudança de cargo do atual Diretor de Política Monetária, após os recentes ataques de Lula ao BC. A visão é de que um anúncio de mudança na presidência pode desgastar ainda mais a relação com agentes do mercado financeiro.

No final de semana, o colunista d’O Globo, Lauro Jardim, indicou que a indicação de Galípolo — favorito para o cargo — estava marcada para agosto. A data para o anúncio teria sido, inclusive, sugerida a Fernando Haddad pelo atual presidente do BC, Roberto Campos Neto.

Campos Neto teria dito que, se o anúncio fosse feito com maior antecedência, o poder na autoridade monetária ficaria dividido muito antes do fim do mandato. Por outro lado, se ficasse só para o final do ano, dificultaria uma boa transição.

O mandato do atual presidente termina no dia 31 de dezembro deste ano e seu sucessor só assume o cargo depois de aprovado pelo Senado.

Banco Central: Campos Neto quer transição ‘mais suave possível’

Mais cedo este ano, Campos Neto já havia dito que torce para que a transição da presidência do Banco Central seja “o mais suave possível”.

“Eu acho que essa coisa de mudar de um governo para o outro e o governo que entra fala mal do outro e a gente tem uma transição que não é civilizada é muito ruim para a parte institucional do Brasil”, afirmou na 10ª edição do Bradesco BBI Brazil Investment Forum.

Ele avaliou ainda que seria ideia que a sabatina do próximo presidente da autarquia fosse feita antes do fim do ano.

“Seria bom fazer [a sabatina] neste ano porque, senão, você passa para o outro ano. Aí, tem um problema, porque o meu mandato termina dia 31 [de dezembro]. Se um diretor for ser presidente interino, ele vai ter que passar por sabatina também, mas aí não tem sabatina, porque o Congresso está fechado”, disse.

*Com Giovana Leal

Editora-chefe
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como editora-chefe no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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