Internacional

Indústria alimentícia do Chile cai quase 50% com o efeito do coronavírus

06 fev 2020, 11:50 - atualizado em 06 fev 2020, 11:50
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Cerejas, vinho e frutos do mar estão entre os itens mais afetados (Imagem: Unsplash/@vinceveras)

O Chile tem conseguido evitar casos do vírus que afeta vários setores da economia chinesa a quase 20 mil quilômetros de distância. No entanto, exportadores de alimentos chilenos certamente estão sentindo os efeitos.

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As compras chinesas de alimentos chilenos caíram de 50% a 60% desde o início do surto de coronavírus, de acordo com a agência governamental de promoção de exportações ProChile.

Cerejas, vinho e frutos do mar estão entre os itens mais afetados. Cerca de 30% de todas as exportações chilenas são destinadas à China.

“Estamos tentando mitigar as perdas redirecionando embarques para outros países da Ásia”, disse o diretor-geral da ProChile, Jorge O’Ryan, em entrevista por telefone da Alemanha, onde participou de uma feira de frutas. “Teremos que esperar as próximas duas ou três semanas para avaliar a situação adequadamente.”

O surto, que já infectou mais de 24 mil pessoas e matou quase 500, levou ao confinamento de 50 milhões de pessoas em uma dúzia de cidades chinesas. Inúmeros residentes estão optando por trabalhar e comer em casa. Com os canais de distribuição congestionados, os fluxos de itens alimentares básicos estão sendo priorizados.

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Além da queda das encomendas, cerca de 1,4 mil contêineres com alimentos e vinho chilenos aguardam o desembarque nos portos chineses, disse O’Ryan.

Os portos chineses estão aceitando de 40 a 50 contêineres por dia do Chile, em comparação com 200 a 350 normalmente. Esse gargalo pode levar à perda de produtos perecíveis e provocar uma escassez de contêineres refrigerados, afirmou.

Ainda assim, a Fedefruta, associação do setor de frutas do Chile, destacou medidas para limitar os cortes de distribuição na China e reduzir o período de remessa para minimizar o impacto dos atrasos nos portos.

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