Tecnologia

Indústria de chips teme inteligência artificial na explosão do uso de eletricidade

21 jul 2020, 21:27 - atualizado em 21 jul 2020, 21:27
O CEO da Applied prometeu reduzir o consumo de energia da empresa (Imagem: SeongJoon Cho/Bloomberg)

O crescente uso da inteligência artificial vai extrair um preço alto em energia a menos que a indústria de chips intervenha, de acordo com uma das maiores empresas do setor.

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Os data centers estão a caminho de consumir 15% da eletricidade do mundo até 2025, de acordo com Applied Materials, maior fabricante mundial de equipamentos para chips. Atualmente, esses gigantes armazéns de computadores sugam cerca de 2%, informou a empresa.

“A IA tem potencial para mudar tudo”, disse o CEO da Applied Materials Gary Dickerson em palestra remota pré-gravada para a conferência Semicon West. “Mas a IA tem um calcanhar de Aquiles que, a menos que seja discutido, impedirá que ela atinja seu verdadeiro potencial. Esse calcanhar de Aquiles é o consumo de energia.”

Uma enxurrada de novos dispositivos se conectando à internet tem gerado mais dados e aumentado a necessidade de mais poder computacional com inteligência artificial para entender essas novas informações. Os fabricantes de chips, a maioria dos quais utiliza máquinas da Applied, tornaram seus componentes eletrônicos mais eficientes em termos de energia, mas não o bastante, de acordo com Dickerson. A indústria precisa criar novos designs personalizados, adaptados ao processamento de IA e novas maneiras de conectar esses chips, ele disse.

As espessuras nos minúsculos circuitos que dão aos chips suas funções são medidas em bilionésimos de metro. Mas para mover e armazenar dados rapidamente eles exigem grandes quantidades de energia. O processador Xeon da Intel pode consumir mais de 200 watts, tanto quanto uma TV antiga de tubo. Coloque milhares desses processadores próximos, junte-os a todos os outros componentes necessários para criar um servidor e o consumo de eletricidade aumentará.

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O CEO da Applied prometeu reduzir o consumo de energia da empresa e inovar os conceitos básicos de fabricação e materiais para ajudar seus clientes a produzir componentes mais eficientes.

A Applied mudará para o uso de 100% de energia renovável e reduzirá sua pegada de carbono em 50% nos próximos 10 anos, prometeu Dickerson. Mesmo mudanças relativamente simples nas práticas podem ajudar, disse ele. Levar um engenheiro dos EUA para a Ásia e voltar gera cerca de 2 toneladas de dióxido de carbono. A Applied aprendeu, durante a pandemia de Covid-19, como melhorar a pesquisa e desenvolvimento remotos e o suporte ao cliente, disse ele, tornando menos necessárias viagens desse tipo.

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