Inflação improvável: crianças já esperam muito mais que uma moedinha da ‘fada do dente’
Crianças norte-americanas estão aproveitando a perda de dentes para lucrar em cima dos pais. Há alguns anos, uma moedinha qualquer parecia suficiente para que as “banguelinhas” celebrassem a chegada da “fada dos dentes“. Mas o mundo não é o mesmo.
As crianças dos Estados Unidos estão ganhando, em média, US$ 5,84 por dente neste início de 2026. O valor equivale a cerca de R$ 30 na cotação de hoje. Mas não é só. Ele também representa uma alta de 17% em relação a 2025, segundo a inusitada “Pesquisa Original da Fada do Dente 2026”, promovida pela Delta Dental, uma empresa de seguro odontológico dos EUA.
Por muito tempo, o costume aqui no Brasil era jogar o dente de leite no telhado cantando músicas para que o dente permanente crescesse saudável.
A tradição da fada do dente demorou para se popularizar no país tropical — e costume envolver moedas de baixo valor. No entanto, no início do século 20, ela já fazia parte da cultura norte-americana — e hoje é vista por lá como um “pequeno indicador econômico”.
Dentes como um indicador econômico
Em 2025, o valor médio era de US$ 5,01. A alta de U$ 0,83 observada neste início de 2026 reflete os ganhos mais amplos do mercado, sugerindo uma retomada no poder de compra — mesmo debaixo do travesseiro.
O maior valor já registrado pelo “índice” data de 2023, quando cada dente de leite valia em média US$ 6,23.
A pesquisa da Delta Dental é realizada com 1.000 pais de crianças entre 6 e 12 anos em todo os Estados Unidos. Os números foram diferentes em cada região do país do Tio Sam:
- O Nordeste liderou o país, com US$ 6,45 por dente, registrando um salto de 41% em relação ao ano anterior
- A Costa Oeste veio em seguida, com US$ 5,99, alta de 5%
- Já o Sul caiu da liderança do ano passado, apresentando média de US$ 5,89, um aumento de 3%
- Apesar de continuar abaixo da média nacional, o Meio-Oeste teve o maior avanço, disparando 52%, para US$ 5,27
A pesquisa da inflação da fada do dente teve início em 1998 e, desde então, o valor médio pago aumentou 349% (passando de US$ 1,30 no início para os atuais US$ 5,84). Os organizadores afirmam que o dado reflete tanto a inflação quanto a evolução dos hábitos de consumo dos pais.
Primeiro dente perdido é quase uma ação preferencial
Um dado curioso do estudo é que o primeiro dente perdido vale mais. Ele rende em média US$ 7,17 em 2026 — cerca de 23% a mais do que um dente comum, e acima dos US$ 6,24 registrados em 2025. Trinta e oito por cento dos pais relataram que o primeiro vem com um bônus.
Ao mesmo tempo, cerca de uma em cada três crianças receberam um presente não monetário neste ano, alta de 13% em relação a 2025.