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Inflação mais alta no horizonte? Empiricus recomenda este ETF para se proteger e garantir renda mensal

07 abr 2026, 12:01 - atualizado em 07 abr 2026, 12:01
(Imagem: alexsl/ iStock)

Nem toda “crise” é sinônimo de perda. No mercado financeiro, muitas vezes ela se traduz em oportunidade. Há uma velha máxima entre investidores: enquanto alguns choram, outros vendem lenços.

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É nessa lógica que a Empiricus, na carteira Renda Extra de abril, aposta em um ativo que transforma a inflação em fonte de renda. A casa incluiu o AREA11, um ETF do BTG Pactual negociado na B3 que replica o índice Teva ITBR-IPCA Rendimento, composto por títulos Tesouro IPCA+ com pagamento de cupons.

A ideia do fundo é investir em títulos que acompanham a inflação e, em vez de guardar os juros lá dentro, ele repassa esse dinheiro direto para o investidor. Ou seja, o AREA11 funciona como uma espécie de “máquina de renda”: você continua protegido contra a alta dos preços, porque os ativos seguem o IPCA, e ainda recebe pagamentos periódicos na conta.

Além disso, ele faz tudo de forma automática, seguindo o índice de referência, sem precisar de gestão ativa. E, como é um ETF, não tem come-cotas nem IOF, o que deixa a estrutura mais simples e, muitas vezes, mais eficiente do ponto de vista tributário.

Na prática, é como transformar títulos longos e mais “parados” em algo mais dinâmico, trazendo proteção contra inflação com uma renda pingando ao longo do tempo.

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Inflação mais alta

A escolha não vem por acaso. As preocupações recentes com a aceleração dos preços em diferentes países, impulsionadas pela guerra no Oriente Médio, recolocaram a inflação no centro do debate global. O encarecimento do petróleo tem se espalhado pelas cadeias produtivas, pressionando custos e reacendendo alertas tanto no Brasil quanto no exterior.

Esse ambiente, embora desafiador para o bolso, costuma abrir uma janela interessante para o investidor. Com a inflação ganhando tração, os ativos atrelados ao índice de preços passam a oferecer uma espécie de escudo e, em alguns casos, até um motor de retorno real.

A tese por trás do Tesouro IPCA+, que sustenta o ETF, ganhou novas camadas nos últimos meses. Até pouco tempo, investir nesses títulos se apoiava em dois pilares: prêmios elevados, com juros reais próximos de 7%, e o potencial de ganho de capital, diante da expectativa de queda da taxa Selic.

A lógica era relativamente simples: com a inflação cedendo, haveria espaço para cortes mais rápidos de juros, beneficiando principalmente os papéis mais longos. Mas o cenário mudou. A alta do petróleo trouxe de volta o risco inflacionário e aumentou as incertezas sobre o ritmo e a profundidade desse ciclo de flexibilização.

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Na prática, isso já levou a revisões para cima das projeções de IPCA e da própria Selic para os próximos anos, especialmente 2026. Com isso, o componente de ganho via marcação a mercado perde protagonismo.

Por outro lado, ganha força um terceiro vetor: a proteção. Se a inflação voltar a subir, o investidor tende a preservar seu poder de compra, já que a remuneração acompanha o avanço dos preços. No caso do AREA11, isso vem acompanhado de um fluxo de renda recorrente, o que reforça seu apelo em momentos de maior incerteza.

A inflação segue sendo um problema para a economia, mas também pode ser uma aliada para quem sabe onde se posicionar. A aposta da Empiricus captura exatamente essa virada de chave e busca transformar um cenário de pressão nos preços em uma fonte de proteção e, no caso, de renda.

Outras indicações na renda fixa

Além do ETF de inflação, a Empiricus também recomenda na sua carteira o LLFT11, um ETF de renda fixa do BTG Pactual que busca replicar a performance do Tesouro Selic por meio de uma carteira composta por LFTs mais longa, buscando capturar prêmios ao longo da curva de juros.

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De olho na curva de juros prefixada, a escolha é pelo LTNB11, também do BTG, que busca replicar o desempenho do índice IRF-M P2, composto por títulos públicos federais pré-fixados com diferentes prazos de vencimento.

Além desse, a casa também opta por um fundo focado em debêntures de infraestrutura, o BTG Dívida Infra (BDIF11), que negocia a uma taxa próxima de IPCA +10,5% ao ano e apresenta um potencial de valorização de cerca de 8,7% em relação à sua cota patrimonial.

“Em nossa avaliação, esse desconto não reflete deterioração na qualidade dos ativos, mas, sim, um movimento mais amplo de aversão a risco — e à volatilidade — que reduziu os fluxos direcionados a essa classe de investimento”, destaca a equipe no relatório.

Por fim, outro ETF de infraestrutura escolhido foi o Kinea Infra (KDIF11), que opera a uma taxa próxima de
IPCA + 8,1% ao ano.

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*Com informações do Seu Dinheiro

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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