Comprar ou vender?

Inter: Bradesco BBI vê receitas maiores (e riscos também); vale a compra?

01 abr 2026, 16:53 - atualizado em 01 abr 2026, 16:53
Banco Inter
(Imagem: Facebook/ Banco Inter)

Bancos operam sempre com um dilema: crescer mais e aumentar o risco ou segurar o crédito e manter um portfólio mais seguro. Tudo depende do momento da instituição e da própria economia.

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No caso do Inter (INBR32), ao que tudo indica, haverá mais receita — mas também mais risco. Pelo menos essa é a leitura do Bradesco BBI.

A corretora elevou o preço-alvo para R$ 53,30 para os BDRs, potencial de alta de 30%, mantendo recomendação de compra. Os analistas aumentaram a projeção de receita em 8,4% para 2026 e em 13,8% para 2027. A revisão reflete um ritmo mais forte de expansão da carteira de crédito, aliado a uma margem financeira mais robusta.

Mas esse crescimento não virá sem custos.

O BBI também elevou as estimativas de provisões em 15% para 2026 e 26% para 2027, refletindo um mix de crédito mais arriscado. Além disso, aumentou a projeção de despesas operacionais, que devem crescer cerca de 20% em ambos os anos, enquanto as receitas de tarifas avançam 17% em 2027.

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Com isso, o banco cortou a estimativa de lucro antes de impostos em 12% para 2026 e 2027.

Ainda assim, uma menor alíquota efetiva de imposto de renda ajudou a sustentar o lucro líquido projetado: US$ 1,8 bilhão em 2026 (queda de apenas 4,5% frente à estimativa anterior) e US$ 2,6 bilhões em 2027 (recuo de 6,0%). Os números ficam 1,3% abaixo do consenso para 2026 e 4,4% acima para 2027.

‘As revisões refletem um ambiente de crescimento de crédito ainda favorável para o banco, mas com elevação de risco na originação e maior pressão sobre custos — fatores que limitam a expansão do lucro operacional no curto prazo’, dizem os analistas.

Nem isso, porém, é suficiente para esfriar o otimismo com o Inter.

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O principal ponto é a carga tributária menor. Segundo o BBI, esse fator compensa, com folga, os impactos negativos do maior risco e da pressão de custos.

‘A combinação de uma carteira mais forte, margens sustentadas e entregas acima do consenso em 2027 reforça nossa visão construtiva sobre o papel, justificando a manutenção da recomendação’, concluem

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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