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Investidor 3.0: “Privatizações estão atrasadas, e governo também hesitou”, diz Paulo Guedes

23/11/2020 - 18:03

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reconheceu que o governo tem uma parcela de responsabilidade pela lentidão do programa de privatizações. “Nós também hesitamos. De alguma forma, não conseguimos viabilizar as privatizações”, afirmou, durante sua participação no evento Investidor 3.0, promovido pela Empiricus Research e pela Vitreo.

Segundo Guedes, alguns fatores impedem que as privatizações deslanchem. O primeiro é político. O ministro repetiu a tese de que há um acordo de partidos de centro e de direita, no Congresso, para barrar a venda de estatais.

Outro é a hesitação de membros do próprio governo, bem como de parlamentares da base aliada. “Dependemos de acordo políticos”, disse a Felipe Miranda, estrategista-chefe e um dos fundadores da Empiricus , e Jojo Wachsmann, um dos criadores da Vitreo.

Contra o tempo

O problema é que, agora, o governo corre contra o tempo para vender estatais e fazer caixa, a fim de evitar o crescimento da dívida pública – algo que preocupa cada vez mais os analistas e os investidores.

“As privatizações já estão atrasadas”, disse. Ele lembra que, há algumas semanas, chegou a anunciar a venda de quatro estatais: Eletrobras (ELET3; ELET6), Correios, Porto de Santos e Pré-Sal Petróleo SA (PPSA). O ministro afirmou que, antes de tornar pública a meta, reuniu-se com lideranças políticas que “sinalizaram que dava”.

Apenas depois do anúncio, segundo Guedes, o governo soube de acordos no Congresso para barrar o programa de privatizações.

Dívida pressiona

Outro motivo para a urgência é a rolagem de dívidas que vencerão no ano que vem. Somente de janeiro a abril, R$ 643 bilhões em títulos públicos precisarão ser pagos. Guedes procurou tranquilizar o mercado, ao afirmar, durante sua participação no Investidor 3.0, que praticamente metade desse montante está equacionado.

Paulo Guedes empiricus
Confiança: segundo Guedes, metade da dívida que vence até abril já está resolvida (Imagem: Reprodução/ Empiricus)

A maior parte viria do superávit do Banco Central, que deve transferir R$ 200 bilhões para o Tesouro Nacional. Outros R$ 100 bilhões virão da desalavancagem dos bancos públicos. O ministro conta, ainda, com o pagamento de dividendos desses mesmos bancos, bem como com o IPO da Caixa Seguridade, recentemente suspenso, devido à volatilidade do mercado.

Esse cenário deixa Guedes tranquilo de que não haverá problemas de rolagem da dívida. “Esse governo está relativamente equacionado”, disse.

Realizado desta segunda (23) a sexta-feira (27), o evento Investidor 3.0 reunirá alguns dos grandes nomes brasileiros da economia e das finanças. Nesta manhã, o pontapé inicial foi dado com uma conversa com Gilson Finkelsztain, CEO da B3.

Clique aqui e veja a programação completa desta segunda-feira (3).

Clique aqui para ver a programação completa da semana.

Perdeu alguma palestra do primeiro dia do Investidor 3.0? Clique aqui e veja tudo o que rolou.

 

 

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Última atualização por Márcio Juliboni - 23/11/2020 - 18:04