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Investidores reduzem fatia de ações e fundos de ações nas carteiras em fevereiro, mostra levantamento

19/03/2021 - 15:58
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De acordo com o Big Data Smartbrain, os investidores optaram por aumentar a parcela de renda fixa em detrimento da renda variável no mês passado (Imagem: Pixabay/@moritz320)

Diante de um aumento do risco e da volatilidade do mercado, os investidores optaram por aumentar um pouco a parcela de renda fixa em detrimento da renda variável ao longo do mês de fevereiro.

Segundo o Big Data Smartbrain sobre alocação média das carteiras de investimentos, no mês passado houve uma diminuição da participação das ações e dos fundos de ações, de 15,15% para 13,57%.

Os fundos multimercados continuaram representando a maior parcela dos portfólios, mas passando de 45,50% em janeiro para 44,86% no mês passado.

Já a fatia de renda fixa – fundos da categoria e títulos do Tesouro e privados – aumentou de 29,81% para 31,56%.

Retomando o contexto de mercado

Fevereiro teve fortes oscilações no mercado financeiro. O mês começou com a perspectiva positiva de que uma agenda de reformas seria destravada, após as eleições das presidências da Câmara e do Senado. Mas logo o clima voltou a ficar conturbado, principalmente devido às questões fiscais e aos ruídos políticos em torno das estatais. O Ibovespa teve uma queda de 4,37%, acumulando uma baixa de 7,55% no ano.

Em meio às altas dos preços de combustíveis e ao risco de greve dos caminhoneiros, o presidente Jair Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna para a presidência da Petrobras, no lugar de Roberto Castello Branco, o que aumentou a preocupação do mercado sobre a política de precificação que deverá ser adotada pela empresa.

Após o anúncio dessa mudança de comando na Petrobras, houve apreensão sobre possível interferência no setor elétrico, que foi amenizada quando o governo entregou ao Congresso uma medida provisória que abre o caminho para a privatização da Eletrobras. Além disso, a decisão do presidente do Banco do Brasil, André Brandão, de colocar o cargo à disposição, também abalou a confiança dos investidores.

Por sua vez, as discussões sobre nova PEC Emergencial, com risco de ser fora do teto de gastos, ampliaram as incertezas no mês passado.

Também pesaram negativamente o aumento de casos e de mortes por Covid, as medidas mais restritivas de atividades e de circulação de pessoas e o ritmo lento da vacinação, que impõem desafios enormes sobre a retomada da economia.

No exterior, a alta dos juros soberanos dos Estados Unidos causaram uma dinâmica de aversão a risco. Os retornos dos Treasuries, títulos do Tesouro americano de 10 e 30 anos, aumentaram. Esse movimento indica que o Federal Reserve poderá elevar a taxa de juros mais cedo, uma vez que a economia americana está se recuperando.

Em fevereiro, o dólar subiu 2,25%, cotado a R$ 5,6017. No ano, a moeda americana acumulou uma alta de 7,90% ante o real. Já o Ifix – Índice de Fundos Imobiliários da B3, fechou em alta de 0,25% em fevereiro, com um avanço de 0,57% no ano.

Veja as mudanças nas carteiras, segundo o Big Data Smartbrain:

Composição média dos portfólios fevereiro/2021

(Fonte: Big Data SmartBrain)

Alocação média em janeiro/2021

(Fonte: Big Data SmartBrain)

O estudo é feito com base na plataforma de consolidação de investimentos da Smartbrain, onde são processados 210 mil extratos, que somam mais de R$ 120 bilhões em patrimônio.

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Última atualização por Diana Cheng - 19/03/2021 - 15:58

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