IPCA e guerra disputam o futuro da Selic; veja o que mexe com o Ibovespa hoje (12)
É a vez do Brasil entrar no radar dos investidores em meio ao cenário geopolítico. Nesta quinta-feira (12), serão divulgados os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, ainda sem incorporar plenamente os efeitos da recente alta do petróleo sobre os preços.
A expectativa da Warren é de uma alta de 0,61% no mês, o que levaria a inflação acumulada em 12 meses para 3,72%. Se confirmado, o resultado indicaria desaceleração em relação a janeiro, quando o índice registrou avanço de 4,44% no acumulado em 12 meses.
O mercado deve acompanhar os números de perto, já que na próxima semana ocorre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
O plano do Banco Central é iniciar o ciclo de afrouxamento monetário, mas o temor recente de um possível choque inflacionário vindo do Oriente Médio passou a dividir as apostas sobre o ritmo dos cortes de juros, que variam entre 0,25 e 0,50 ponto percentual.
Mercado brasileiro
Estão previstos para hoje os balanços da Anima, Energisa, Magazine Luiza, Eztec e Grupo Mateus.
- Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos.
- Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1593, com leve alta de 0,03%.
- O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 0,05% no pré-market, cotado a US$ 37,59.
Mercados internacionais
O mercado segue acompanhando a disparada dos preços do petróleo, à medida que a guerra no Irã se expande pelo Oriente Médio, aumentando os riscos de interrupção no fornecimento global de energia.
O fluxo da commodity na região foi afetado após ataques a dois petroleiros na área de carregamento dos portos iraquianos, episódio que levou ao fechamento dos portos do Iraque.
A alta do petróleo ocorre apesar do anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que os países membros irão liberar um volume recorde de cerca de 400 milhões de barris, em uma tentativa de aliviar a pressão sobre a oferta.
Nos mercados asiáticos, as bolsas fecharam em queda. Na Europa, os principais índices operam sem direção definida, enquanto os futuros de Wall Street apontam para uma abertura negativa.
- Petróleo: Os preços do petróleo avançam, com a commodity no patamar de US$ 90 o barril.
- Criptomoedas: O mercado cripto amanheceu próximo da estabilidade. O bitcoin (BTC) sobe 0,1%, negociado em torno de US$ 69 mil. O ethereum (ETH) avança 1%, cotado a US$ 2 mil.
Agenda: Veja a programação para hoje
Indicadores
- 9h – Brasil – IPCA
- 9h30 – EUA – Balança comercial e pedidos de auxílio-desemprego
Lula
- 09h – Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e Secretário de Imprensa da Secretaria de Comunicação Social, Laércio Portela
- 10h – Ministro da Casa Civil, Rui Costa
- 15h – Cerimônia de assinatura da ordem de serviço do Contorno Sul Metropolitano de Maringá, da construção da Estrada Boiadeira (Umuarama – Cruzeiro do Oeste) e de anúncios nos setores de portos e aeroportos do Paraná
Fernando Haddad
- A agenda do ministro não foi divulgada
Gabriel Galípolo
- 09h – Reunião com Alexey Labetskiy, Embaixador da Rússia, e Aleksei Ivanashko, Segundo Secretário
- 11h – Reunião com Deputado Federal Marcelo Queiroz (PSDB/RJ)
- 14h – Participa da segunda sessão da 64ª reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef)
Confira os mercados nesta manhã
Bolsas asiáticas
- Tóquio/Nikkei: -1,05%
- Hong Kong/Hang Seng: -0,70%
- China/Xangai: -0,10%
Bolsas europeias (mercado aberto)
- Londres/FTSE100: -0,31%
- Frankfurt/DAX: +0,01%
- Paris/CAC 40: -0,37%
Wall Street (mercado futuro)
- Nasdaq: -0,54%
- S&P 500: -0,59%
- Dow Jones: -0,65%
Commodities
- Petróleo/Brent: +5%, a US$ 96,59 barril
- Petróleo/WTI: +4,80%, a US$ 91,51 barril
- Ouro: +0,25%, a US$ 5.192,31 por onça-troy
Criptomoedas
- Bitcoin (BTC): +0,1%, a US$ 69.672,11
- Ethereum (ETH): +1%, a US$ 2.041,81