Inflação

IPCA: Inflação sobe 0,88% em março e acumula alta de 4,14%, acima das expectativas

10 abr 2026, 9:04 - atualizado em 10 abr 2026, 9:18
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(Imagem: inkdrop)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a acelerar. A inflação oficial do Brasil subiu 0,88% em março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10).

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No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,14% — permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Em fevereiro, o índice de preços avançou 0,70% no mês, enquanto em fevereiro de 2025, a variação foi de 3,81%.

As estimativas do mercado mostravam um avanço de 0,77% em março, segundo a mediana apurada pelo Broadcast. No acumulado dos 12 meses, a mediana indicava alta de 4,03%, acima dos 3,81% registrados em fevereiro, já encostando no teto da meta de inflação.

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Destaques do IPCA de março

Como esperado, a alta dos combustíveis pressionou o IPCA de março. Os principais destaques de alta foram o grupo de Transportes e o de Alimentação e Bebidas que tiveram um impacto de 0,33 pontos percentuais no índice no mês. Juntos, respondem por 76%.

A variação de Transportes mais que dobrou de fevereiro (0,74%) para março (1,64%), impulsionada pela alta nos combustíveis (4,47%). A gasolina, que em fevereiro caiu 0,61%, em março subiu 4,59%. Também se destacou o óleo diesel, que saiu de 0,23% em fevereiro para 13,90% em março. Já o etanol subiu 0,93% e o gás veicular recuou 0,98%.

No subitem passagem aérea, que foi um grande fator de pressão nos últimos meses, desacelerou de 11,40% em fevereiro para 6,08% em março.

Já o grupo de Alimentação e bebidas acelerou de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março, com destaque para alimentação no domicílio que subiu 1,94%, ante os 0,23% dos mês anterior.

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Aqui, a pressão veio do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%).

Confira o impacto de cada grupo na inflação:

Grupo Variação Fevereiro (%) Variação Março (%) Impacto Fevereiro (p.p.) Impacto Março (p.p.)
Índice Geral 0,70 0,88 0,70 0,88
Alimentação e bebidas 0,26 1,56 0,06 0,33
Habitação 0,30 0,22 0,05 0,03
Artigos de residência 0,13 0,51 0,00 0,02
Vestuário 0,16 0,46 0,01 0,02
Transportes 0,74 1,64 0,15 0,34
Saúde e cuidados pessoais 0,59 0,42 0,08 0,06
Despesas pessoais 0,33 0,65 0,03 0,07
Educação 5,21 0,02 0,31 0,00
Comunicação 0,15 0,19 0,01 0,01

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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