IPCA sobe 0,33% em janeiro e acumula alta de 4,44%; veja o que pressionou o índice
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltou a acelerar no primeiro mês de 2026. No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,44% — permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta perseguida pelo Banco Central (BC).
A inflação oficial do Brasil subiu 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10). Em dezembro, o índice de preços também subiu 0,33%, enquanto em janeiro de 2025, a variação foi de 0,16%.
A expectativa do mercado era de que o índice acelerasse para 0,32%, e o acumulado dos últimos 12 meses ficasse em 4,43%, segundo a mediana das projeções coletadas pelo Broadcast.
Esse resultado ainda fica dentro do intervalo considerado aceitável pelo Banco Central, cuja meta é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Detalhes do IPCA
O resultado foi impactado principalmente pelo grupo de Transportes com 0,60% de variação(0,12 p.p.), com a alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina, principal impacto individual no resultado do mês.
O grupo Comunicação apresentou variação de 0,82% em janeiro, destacando-se a alta nos aparelhos telefônicos (2,61%) e reajuste em planos com influência nos subitens tv por assinatura (1,34%) e combo de telefonia, internet e tv por assinatura (0,76%).
Em Saúde e cuidados pessoais (0,70%), grupo com a segunda maior variação, sobressaem os artigos de higiene pessoal (1,20%) e o plano de saúde (0,49%).
O grupo Alimentação e bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). A alimentação no domicílio registrou variação de 0,10%, ante o 0,14% do mês anterior, com influência das quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo de galinha (-4,48%). No lado das altas, os destaques são o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%).
A alimentação fora do domicílio (0,55%) também desacelerou em relação ao mês anterior (0,60%). A refeição saiu de 0,23% em dezembro para 0,66% em janeiro, enquanto o lanche, que havia registado 1,50% no mês anterior, variou 0,27% no mês.
O grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês, com -0,11 p.p. Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores.