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IPO faz Boa Vista SCPC registrar prejuízo líquido de R$ 28,9 milhões no terceiro trimestre

14 nov 2020, 11:37 - atualizado em 14 nov 2020, 11:37
IPO da Boa Vista BOAS3
Festa cara: estreia da Boa Vista SCPC na Bolsa gerou obrigação de R$ 45,9 milhões (Imagem: Divulgação/ B3)

A maioria das empresas costuma festejar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mas a abertura de capital, em setembro, levou a Boa Vista SCPC (BOAS3) a registrar um prejuízo líquido de R$ 28,9 milhões no terceiro trimestre.

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Além da queda de receitas e do aumento das despesas, o principal fator para o resultado negativo foi o exercício de opções de ações atreladas ao IPO.

Segundo a Boa Vista, em dezembro de 2019, os acionistas determinaram que, caso a operação que lhes permitira vender suas ações fosse a listagem na B3, a carência para exercer suas opções de ações seria automaticamente antecipada.

Assim, ao abrir seu capital, estes derivativos geraram uma obrigação de R$ 45,9 milhões. A empresa ressalta que a antecipação (chamada de vesting) é um evento não recorrente e não teve efeito no caixa.

Operações

O desempenho operacional da Boa Vista também não ajudou. A receita líquida recuou 8,4%, na comparação com o mesmo trimestre de 2019, e somou R$ 155,1 milhões. Já as despesas operacionais saltaram 118%, para R$ 86 milhões, devido, justamente, à contabilização das despesas com a antecipação das opções de ações. O ebitda caiu 74,4%, de R$ 72,3 milhões para R$ 18,5 milhões.

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Outro ponto que chama a atenção é o fato de a companhia encerrar setembro com uma dívida líquida 36% maior, de R$ 219,3 milhões. Ainda que o IPO tenha ocorrido nos últimos dias de setembro, e a oferta primária (dinheiro destinado ao caixa da Boa Vista) fosse de R$ 1,3 bilhão, os recursos não constam no fluxo de caixa reportado.

Veja o relatório de resultados da Boa Vista SCPC.

 

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Diretor de Redação do Money Times
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.
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