Internacional

Irã diz que fechou estreito de Ormuz; navios são atacados

18 abr 2026, 8:22 - atualizado em 18 abr 2026, 12:04
Estreito de Ormuz
(Estreito de Ormuz, via satélite. Foto: Jacques Descloitres/ Wikimedia Commons)

O Irã voltou a fechar o estreito de Ormuz, vital para o escoamento de petróleo do Oriente Médio, informou a mídia iraniana.

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Segundo informações, o fechamento ocorre após os Estados Unidos não cumprirem suas obrigações. O país norte-americano continua bloqueando portos iranianos.

Em declarações para a repórteres a bordo do avião presidencial, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump disse que não estenderá o cessar-fogo de duas semanas que termina na quarta-feira e afirmou que o bloqueio aos portos iranianos permanecerá em vigor.

“Talvez eu não o estenda, mas o bloqueio vai permanecer. Mas talvez eu não o estenda, então vocês terão um bloqueio e, infelizmente, teremos que começar a lançar bombas novamente”, disse Trump.

Relatos de tiros

De acordo com a Reuters, ao menos duas embarcações foram alvos de tiros enquanto navegavam pelo estreito.

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Ainda segundo autoridades iranianas, a liberação de embarcações teria sido feita de boa-fé, mas o aumento das tenções obrigou o país a fechar o estreito.

O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, se referiu ao estreito como estratégico e citou que o local está “sob estrita gestão e controle das Forças Armadas”.

Ele observou que o Irã havia concordado anteriormente, num ato “de boa fé” e seguindo acordos prévios feitos durante as negociações, em permitir a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e embarcações comerciais pelo estreito.

No entanto, os Estados Unidos (EUA), segundo ele, continuaram a “violar repetidamente os compromissos” acordados e a praticar “pirataria e roubo marítimo sob o chamado bloqueio”.

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“Portanto, o controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior”, reforçou.

Dados de tráfego de embarcações mostraram um grupo de cerca de 20 navios, incluindo navios porta-contêineres, graneleiros e petroleiros, movendo-se pelo Golfo Pérsico em direção ao Estreito de Ormuz na noite desta sexta-feira, mas a maioria acabou voltando, embora não tenha ficado claro o motivo.

O grupo incluía três navios porta-contêineres operados pelo grupo marítimo francês CMA CGM, que se recusou a comentar.

E o petróleo?

A disputa em torno do estreito ameaça agravar a crise energética global. Na sexta-feira, os preços do petróleo haviam recuado, impulsionados pela expectativa de um possível acordo entre os dois países. Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, e novas restrições podem reduzir ainda mais a oferta, pressionando novamente os preços.

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O controle da via se consolidou como um dos principais instrumentos de pressão do Irã e levou os Estados Unidos a enviarem forças militares e a iniciarem um bloqueio aos portos iranianos. A medida faz parte de uma tentativa de forçar o país a aceitar um cessar-fogo mediado pelo Paquistão para encerrar quase sete semanas de conflito envolvendo Israel, EUA e Irã.

O Irã havia anunciado a reabertura total do estreito para embarcações comerciais após a trégua de 10 dias entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã, no Líbano. No entanto, após a declaração de Trump sobre a continuidade do bloqueio, autoridades iranianas afirmaram que a posição dos EUA viola o acordo de cessar-fogo firmado na semana passada e alertaram que a rota não permaneceria aberta nessas condições.

Com Reuters e Agência Estados

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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