Internacional

Irã e Omã podem cobrar taxas sobre navegação no Estreito de Ormuz

08 abr 2026, 7:46 - atualizado em 08 abr 2026, 7:46
Estreito de Ormuz
(Estreito de Ormuz, via satélite. Foto: Jacques Descloitres/ Wikimedia Commons)

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz será permitida sob supervisão das Forças Armadas iranianas, como parte do acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos.

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Segundo um oficial que preferiu não se identificar, a trégua permitirá que Irã e Omã cobrem taxas de navios que cruzam o estreito, com os recursos iranianos sendo destinados à reconstrução do país após o conflito.

O cessar-fogo, anunciado na terça-feira (7), tem duração de duas semanas e surgiu após o Irã aceitar uma proposta intermediada pelo Paquistão.

Pouco antes do prazo final para uma ofensiva militar, o presidente Donald Trump anunciou a suspensão dos ataques planejados, classificando o movimento como um “cessar-fogo bilateral”. A decisão foi tomada após conversas com autoridades paquistanesas e a apresentação de uma proposta iraniana de dez pontos.

Araghchi reforçou que a passagem pelo Estreito de Ormuz será coordenada com as forças iranianas, respeitando limitações operacionais.

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Apesar do acordo, ainda não está claro como será a situação ao fim das duas semanas. Até o momento, não há sinais de avanços em temas-chave, como o programa nuclear do Irã, o desenvolvimento de mísseis balísticos e a atuação de grupos aliados no Oriente Médio — motivos que levaram Estados Unidos e Israel a iniciar o conflito em fevereiro.

Além da questão do estreito, o Irã condiciona o fim do conflito à retirada das forças americanas, ao levantamento das sanções e à liberação de ativos congelados, exigências vistas como inaceitáveis por Trump e outras potências ocidentais.

O governo de Israel também manifestou preocupação e pretende buscar compromissos adicionais do Irã, segundo fonte ligada ao tema. Nas ruas de Teerã, manifestantes queimaram bandeiras americanas e israelenses e entoaram palavras de ordem contra conciliadores, mostrando que o ambiente ainda é hostil para um acordo de paz duradouro.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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