Irã nunca mais fechará Ormuz e aceita interromper enriquecimento de urânio, diz Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã concordou em não voltar a fechar o Estreito de Ormuz. A declaração, feita nesta sexta-feira (17) na rede Truth Social, ocorre após Teerã anunciar a reabertura da rota para navegação comercial durante o cessar-fogo entre Israel e Líbano, movimento visto como central para a estabilização dos fluxos globais de petróleo.
“Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz. Ele não será mais usado como uma arma contra o mundo”, escreveu Trump. Em seguida, ele classificou o anúncio como um marco positivo: “Um dia grande e brilhante para o mundo.”
Apesar disso, Trump já indicou que os EUA manterão o bloqueio a portos iranianos até a conclusão de um acordo mais amplo.
Em paralelo, o presidente dos EUA disse à NewsNation que o Irã também concordou em interromper o enriquecimento de urânio.
Em entrevista por telefone à emissora, confirmou o entendimento ao ser questionado e afirmou que não ficou surpreso com a decisão. “Não estou surpreso com nada”, disse.
Israel e Líbano
Ainda no Truth Social, Trump afirmou que Israel não voltará a bombardear o Líbano e disse que a medida está “proibida” por Washington.
Segundo o presidente norte-americano, os EUA também irão atuar diretamente com o governo libanês para lidar com o Hezbollah. “Os EUA irão, separadamente, trabalhar com o Líbano e lidar com a situação do Hezbollah de maneira apropriada”, escreveu.
Na mesma mensagem, Trump mencionou um acordo envolvendo operações militares americanas, afirmando que os Estados Unidos ficarão com toda a “poeira nuclear” gerada por bombardeiros B-2, sem qualquer compensação financeira. “Nenhum dinheiro será trocado de qualquer forma”, disse.
Trump ressaltou ainda que o entendimento citado não está condicionado ao Líbano. Ao reforçar a posição sobre Israel, foi enfático: “Israel não voltará a bombardear o Líbano. Isso está PROIBIDO pelos EUA. Já basta!!!”.
Em outra publicação, Trump afirmou que, após a normalização da situação no Estreito de Ormuz, foi procurado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas rejeitou qualquer apoio. “Disse para ficarem longe, a menos que queiram apenas carregar seus navios com petróleo”, declarou, acrescentando que a aliança foi “inútil quando necessária”.
O presidente dos EUA também agradeceu a países do Golfo pelo apoio recente. “Obrigado à Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar por sua grande coragem e ajuda!”, escreveu.
Em outra mensagem, afirmou que o Irã, com ajuda dos EUA, “removeu ou está removendo todas as minas marítimas”.