Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel no Líbano
O Irã teria voltado a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), segundo informações divulgadas pelo G1 e agências estatais iranianas.
O país também elevou o tom contra Israel ao ameaçar romper o cessar-fogo firmado na guerra com os Estados Unidos caso os bombardeios israelenses no Líbano não sejam interrompidos.
Conforme a agência Fars, Tasnim e PressTV, Teerã suspendeu novamente o trânsito de navios comerciais pela principal rota de petróleo, atribuindo a decisão ao que classificou como “violações israelenses” da trégua.
O regime também prometeu “punir” Israel por ataques ao grupo Hezbollah e afirmou que suas Forças Armadas já identificam alvos para uma possível retaliação.
A escalada ocorre após Israel lançar, nesta quarta-feira, a maior ofensiva contra o território libanês desde o início do conflito paralelo envolvendo o Líbano.
Os ataques foram intensificados depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o cessar-fogo não se aplica ao país vizinho, posição que contraria o entendimento divulgado pelo Paquistão, mediador das negociações, de que a trégua abrangeria todas as frentes.
Em paralelo, países do Golfo Pérsico acusaram o Irã de lançar mísseis e drones após o início do cessar-fogo. Catar, Kuwait e Arábia Saudita relataram ataques.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou à emissora PBS que o Líbano não integra o acordo de cessar-fogo. “Por causa do Hezbollah, nós não incluímos o Líbano no cessar-fogo, e o Irã sabe disso”, afirmou.
As Forças Armadas de Israel afirmaram ter conduzido “a maior onda de bombardeios” da guerra contra o Líbano, atingindo mais de 100 centros de comando e instalações do Hezbollah. O Exército sustenta que a infraestrutura do grupo está inserida em áreas civis, acusando-o de usar a população como escudo humano.