Imposto de Renda 2026

IRPF 2026: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil entra no radar; veja prazos e saiba como evitar a malha fina

10 fev 2026, 17:00 - atualizado em 10 fev 2026, 17:00
restituição imposto de renda 2025 - 4º lote
(Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O calendário do Imposto de Renda 2026 ainda não foi divulgado oficialmente pela Receita Federal, mas o assunto já começou a agitar o mundo corporativo e as instituições financeiras. O mercado monitora os impactos fiscais da nova faixa de isenção: a partir deste ano, quem ganha até R$ 5 mil passa a ser isento do IR. Já os contribuintes devem focar no primeiro marco crítico: a entrega dos informes de rendimentos.

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Seguindo o calendário padrão dos últimos anos, os bancos, as empresas e o INSS devem ter até 27 de fevereiro para disponibilizar os documentos (a data ainda será divulgada pelo Fisco). Para o investidor e o trabalhador, este papel é o pilar de conformidade com a Receita Federal. Sem ele, o risco de cair na malha fina é alto.

O “compliance” do contribuinte: Por que o informe é decisivo?

O informe de rendimentos é decisivo para o contribuinte porque comprova oficialmente os valores recebidos no ano-base, permitindo o preenchimento da declaração do IRPF e evitando discrepâncias com os dados da Receita Federal. Possíveis divergências podem levar à malha fina, multas e fiscalizações automáticas.

No “economês” da Receita, o informe de rendimentos é a ferramenta de cruzamento de dados. O Fisco opera um sistema de auditoria automatizado:

  • Cruzamento de dados: as empresas enviam a declaração via eSocial e os bancos, via sistemas próprios;
  • Divergência de saldo: se houver um descolamento de centavos entre o que você declara e o que a fonte informa, o processamento do CPF é travado automaticamente;
  • Impacto no fluxo: erros no preenchimento não apenas geram multas, mas jogam a sua restituição para o fim da fila ou até para o próximo ano.

A pergunta que surge: se o valor no informe de rendimentos está errado, o que fazer?

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É de suma importância não declarar o valor errado. Pedir a correção imediata e solicitar um novo documento para a empresa ou para o banco vai assegurar que seus dados estejam corretos e de acordo com os dados recebidos pela Receita Federal.

O check-list dos ativos: O que monitorar

Para quem possui uma carteira de investimentos diversificada, o informe de rendimentos é o vetor principal para organizar as “caixinhas” tributárias e evitar problemas futuros com a Receita Federal.

De forma geral, os rendimentos são divididos da seguinte forma:

  • Tributáveis: salários, pró-labore e aluguéis.
  • Isentos: dividendos, rendimentos de poupança, LCIs e LCAs.
  • Tributação exclusiva: 13º salário e juros sobre capital próprio (JCP).

Isenção de R$ 5 mil

A ampliação da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil é a grande fonte de dúvidas para 2026.

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Mesmo quem se tornar isento sob as novas regras deve ficar atento: se você teve retenção na fonte em meses específicos ou se tem um patrimônio acima do limite estabelecido pela Receita (R$ 800 mil no ano passado; o valor deste ano ainda não foi divulgado), a declaração do Imposto de Renda continua sendo obrigatória para garantir a restituição de valores retidos indevidamente.

Onde buscar seus informes?

A digitalização acelerou o processo de comunicação com as fontes, mas a conferência dos dados nos informes de rendimentos é responsabilidade 100% do contribuinte.

Saiba como acessar os informes nas principais fontes:

  • Empresas: devem disponibilizar o acesso ao documento aos funcionários
  • Corretoras e bancos: fisponíveis via app ou internet banking (seção “Imposto de Renda”);
  • INSS: extrato disponível no portal ou app Meu INSS.

Para quem entrega a declaração completa, vale a pena também buscar o informe do plano de saúde, essencial para a dedução dos gastos na base de cálculo do IR (saúde não tem limite máximo de abatimento).

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Obs: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consultoria de um contador. As regras podem mudar conforme novas decisões da Receita Federal. Consulte sempre um profissional qualificado e/ou os canais oficiais do governo.

* Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Matheus Marques é estudante de jornalismo no IESB. Ele atua como estagiário em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Matheus Marques é estudante de jornalismo no IESB. Ele atua como estagiário em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
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