IRPF 2026: Isenção para quem ganha até R$ 5 mil entra no radar; veja prazos e saiba como evitar a malha fina
O calendário do Imposto de Renda 2026 ainda não foi divulgado oficialmente pela Receita Federal, mas o assunto já começou a agitar o mundo corporativo e as instituições financeiras. O mercado monitora os impactos fiscais da nova faixa de isenção: a partir deste ano, quem ganha até R$ 5 mil passa a ser isento do IR. Já os contribuintes devem focar no primeiro marco crítico: a entrega dos informes de rendimentos.
Seguindo o calendário padrão dos últimos anos, os bancos, as empresas e o INSS devem ter até 27 de fevereiro para disponibilizar os documentos (a data ainda será divulgada pelo Fisco). Para o investidor e o trabalhador, este papel é o pilar de conformidade com a Receita Federal. Sem ele, o risco de cair na malha fina é alto.
O “compliance” do contribuinte: Por que o informe é decisivo?
O informe de rendimentos é decisivo para o contribuinte porque comprova oficialmente os valores recebidos no ano-base, permitindo o preenchimento da declaração do IRPF e evitando discrepâncias com os dados da Receita Federal. Possíveis divergências podem levar à malha fina, multas e fiscalizações automáticas.
No “economês” da Receita, o informe de rendimentos é a ferramenta de cruzamento de dados. O Fisco opera um sistema de auditoria automatizado:
- Cruzamento de dados: as empresas enviam a declaração via eSocial e os bancos, via sistemas próprios;
- Divergência de saldo: se houver um descolamento de centavos entre o que você declara e o que a fonte informa, o processamento do CPF é travado automaticamente;
- Impacto no fluxo: erros no preenchimento não apenas geram multas, mas jogam a sua restituição para o fim da fila ou até para o próximo ano.
A pergunta que surge: se o valor no informe de rendimentos está errado, o que fazer?
É de suma importância não declarar o valor errado. Pedir a correção imediata e solicitar um novo documento para a empresa ou para o banco vai assegurar que seus dados estejam corretos e de acordo com os dados recebidos pela Receita Federal.
O check-list dos ativos: O que monitorar
Para quem possui uma carteira de investimentos diversificada, o informe de rendimentos é o vetor principal para organizar as “caixinhas” tributárias e evitar problemas futuros com a Receita Federal.
De forma geral, os rendimentos são divididos da seguinte forma:
- Tributáveis: salários, pró-labore e aluguéis.
- Isentos: dividendos, rendimentos de poupança, LCIs e LCAs.
- Tributação exclusiva: 13º salário e juros sobre capital próprio (JCP).
Isenção de R$ 5 mil
A ampliação da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil é a grande fonte de dúvidas para 2026.
Mesmo quem se tornar isento sob as novas regras deve ficar atento: se você teve retenção na fonte em meses específicos ou se tem um patrimônio acima do limite estabelecido pela Receita (R$ 800 mil no ano passado; o valor deste ano ainda não foi divulgado), a declaração do Imposto de Renda continua sendo obrigatória para garantir a restituição de valores retidos indevidamente.
Onde buscar seus informes?
A digitalização acelerou o processo de comunicação com as fontes, mas a conferência dos dados nos informes de rendimentos é responsabilidade 100% do contribuinte.
Saiba como acessar os informes nas principais fontes:
- Empresas: devem disponibilizar o acesso ao documento aos funcionários
- Corretoras e bancos: fisponíveis via app ou internet banking (seção “Imposto de Renda”);
- INSS: extrato disponível no portal ou app Meu INSS.
Para quem entrega a declaração completa, vale a pena também buscar o informe do plano de saúde, essencial para a dedução dos gastos na base de cálculo do IR (saúde não tem limite máximo de abatimento).
Obs: Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consultoria de um contador. As regras podem mudar conforme novas decisões da Receita Federal. Consulte sempre um profissional qualificado e/ou os canais oficiais do governo.
* Com supervisão de Maria Carolina Abe