Isa Energia (ISAE4): Itaú BBA eleva preço-alvo e destaca potencial para destravar valor da companhia; confira
O Itaú BBA elevou o preço-alvo de Isa Energia (ISAE4), de R$ 31,50 no fim de 2025 para R$ 32,80 no fim de 2026, devido ao perfil atrativo de risco-retorno do papel, com perspectiva de dividendos, forte crescimento orgânico proveniente de investimentos de reforço e melhoria (brownfield) e possíveis gatilhos de curto prazo.
“Atualmente, vemos a ação negociando com uma taxa interna de retorno real implícita de 10%, sugerindo potencial de valorização significativo, considerando o perfil de negócio de muito baixo risco”, afirmam os analistas Fillipe Andrade, Luiza Candiota e Victor Cunha.
Nesse cenário, o BBA manteve a recomendação de compra da ação. O novo preço-alvo de ISAE4 tem potencial de valorização de 18,6%, em relação ao valor do fechamento anterior.
Por volta das 11h53 (horário de Brasília), o papel avançava 1,52%, a R$ 28,10.
O que influenciou no novo preço-alvo da Isa Energia?
O BBA aponta que as mudanças nas estimativas e na avaliação da companhia refletiram a incorporação de novas premissas macroeconômicas, o aumento do custo de capital próprio, os resultados trimestrais mais recentes, as premissas para projetos de novas iniciativas (greenfield), o maior capex brownfield, as novas receitas anuais permitidas para 2025 e 2026 e a indenização no valor terminal.
Como consequência, o BBA elevou as estimativas de Isa Energia tanto em receita (agora a R$ 5,0 milhões em 2026) quanto em lucro (R$ 1,7 milhão neste ano).
“Também vemos espaço para novas revisões positivas no consenso do mercado, especialmente no médio prazo, pois acreditamos que o mercado ainda não está refletindo totalmente o impacto na receita dos maiores investimentos brownfield“, afirma o banco em relatório.
Potencial para destravar valor
Na avaliação do banco de investimentos, a disputa relacionada a pensões da Isa Energia com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz) avançou claramente nos últimos meses.
A audiência de mediação está marcada para abril de 2026 e o BBA não descarta a possibilidade de um acordo negociado nos próximos meses.
“Caso seja resolvida, ela tem potencial para destravar valor significativo para nossa tese e levar a uma reprecificação da ação, já que acreditamos que o mercado ainda não está precificando qualquer ganho proveniente dessa disputa”, aponta o banco.
Segundo o relatório, há aproximadamente R$ 2,8 bilhões registrados como valores a receber — cerca de R$ 3,3 bilhões incluindo provisões —, além de existir um potencial adicional de ganho via correção monetária.
Para o BBA, um segundo possível catalisador está relacionado à discussão regulatória com a Aneel sobre o reconhecimento de investimentos em transmissão feitos em reforços e melhorias antes do início dos anos 2000, que originalmente não foram incluídos na base regulatória de ativos da rede básica de sistema existente (RBSE).
Pontos atrativos da ISAE4
Nas estimativas do Itaú BBA, há espaço para a Isa Energia pagar rendimentos de dividendos recorrentes de cerca de 7%, ao assumir um payout de 75%.
No longo prazo, o banco de investimentos atenta ainda para a possibilidade de a ISAE4 aumentar os pagamentos para acionistas após a conclusão de investimentos greenfield e o início de processo de desalavancagem.
“Também valorizamos a estratégia de alocação de capital da companhia, especialmente o foco em investimentos brownfield, que oferecem retorno atrativo e pré-determinado em um cenário de competição ainda elevada e lances agressivos nos leilões de transmissão”, apontam os analistas do BBA.