Itaú BBA vê Movida (MOVI3) entre as melhores apostas para um cenário de Selic menor e eleva preço-alvo em R$ 10
Há cerca de seis dias a Movida (MOVI3) divulgou a prévia operacional do terceiro trimestre (3T26), considerada ‘fraca’ por analistas. O Itaú BBA, por sua vez, atualizou as estimativas e reiterou a visão positiva para a companhia.
O banco elevou, nesta segunda-feira (19), o preço-alvo de MOVI3 de R$ 15 para R$ 25 no final de 2027, o que implica em um potencial de valorização de 51% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (16).
A recomendação de compra foi mantida. “Apesar da alta recente, de 155% em relação às mínimas históricas, recomendamos a compra de MOVI3 para investidores que esperam uma queda das taxas de juros nominais daqui para frente”, avalia a equipe de analistas liderada por Daniel Gasparete.
“A ação é uma das melhores alternativas para aproveitar um cenário macroeconômico mais favorável.”
Por volta de 11h (horário de Brasília), MOVI3 subia 6,76%, a R$ 17,69. Acompanhe o Tempo Real.
MOVI3 está barata?
Nas contas do Itaú BBA, a Movida está sendo negociação a um múltiplo de 8,7 vezes o lucro projetado para 2027, um desconto de 10% em relação ao pico observado na semana passada.
No curtíssimo prazo, entre 30 a 90 dias, os analistas do banco continuam a ver as taxas de juros como a principal variável para o desempenho das ações, já que uma curva de juros mais favorável pode sustentar tanto as expectativas de lucro quanto a avaliação da companhia.
Do ponto de vista operacional, os investidores devem continuar monitorando o desempenho do segmento de aluguel de carros (RAC) e as tendências de Seminovos, especialmente os volumes de vendas e as margens.
“Continuamos vendo uma configuração atrativa para a Movida, sustentada por tendências saudáveis no segmento de aluguel de carros (RAC), resultados estáveis em Seminovos e melhora dos lucros. A recomendação continua sendo, possivelmente, uma aposta predominantemente macroeconômica (top-down) e, portanto, dependente da trajetória das taxas de juros de longo prazo”, afirma a equipe liderada por Gasparete.
Olhando para frente, os analistas do banco veem MOVI3 sendo negociada a aproximadamente 5 vezes o lucro projetado para 2028, o que pode se tornar cada vez mais relevante como referência de valuation em um cenário de juros mais favorável.
Os números do 3T26
Na prévia de resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26), divulgada no último dia 13, a companhia reportou lucro líquido de R$ 152,1 milhões no período, maior resultado trimestral da companhia nos últimos quatro anos. O valor representa alta de 117% em relação ao mesmo período de 2025.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1,8 bilhão, avanço de 21% sobre o terceiro trimestre de 2025. Já o Ebit (lucro antes de juros e impostos) superou R$ 1 bilhão pelo segundo trimestre consecutivo, com alta de 27% na base anual.
- VEJA OS NÚMEROS EM DETALHES: Movida (MOVI3) tem lucro líquido de R$ 152,1 milhões no 3T26, alta de 117%, mostra prévia de resultados
O Itaú BBA destacou que o lucro líquido veio ligeiramente acima do guidance de R$ 130 milhões a R$ 150 milhões e mais do que o dobro dos R$ 70 milhões registrados em igual período de 2025.
“Os números preliminares reforçam a continuidade do forte ritmo operacional da Movida e criam uma base sólida para 2027 e 2028”, avalia a equipe de analistas liderada por Daniel Gasparete.
A equipe também chama atenção para a continuidade da forte demanda em aluguel de carros (rent-a-car ;RAC), que registrou a venda de 20,1 mil veículos no trimestre.
“Embora as tendências operacionais, especialmente o forte desempenho da divisão RAC, possam proporcionar revisões adicionais para cima nas estimativas ao longo dos próximos trimestres, acreditamos que os investidores estão cada vez mais concentrados no potencial benefício para o lucro líquido de uma trajetória da Selic abaixo do esperado”, afirmam os analistas.
Nas contas do banco, cada redução de 1 ponto percentual na taxa Selic média elevaria o lucro líquido em aproximadamente 15% em 2027 e 10% em 2028.
Para 2027, o Itaú elevou a projeção do lucro líquido de R$ 704 milhões para R$ 806 milhões, levando a um Ebitda de aproximadamente R$ 7,8 bilhões, em linha com às expectativas do mercado.
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