Bancos

Itaú e Bradesco negociam empréstimo de até R$ 2,8 bilhões para a Odebrecht, diz Estadão

16 maio 2018, 10:27 - atualizado em 16 maio 2018, 10:27

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Investing.com – O Itaú e o Bradesco estão em negociações para firmar contrato de empréstimo com a Odebrecht. De acordo com a Coluna do Broad, do Estadão, o montante deve girar entre R$ 2,6 bilhões e R$ 2,8 bilhões, que serão destinados ao pagamento de compromissos da empreiteira.

De acordo com a publicação, os valores serão liberados em duas etapas, com a primeira de R$ 1,7 bilhão a R$ 1,8 bilhão, com o negócio devendo ser fechado ainda nesta semana. Os dois bancos privados tentaram, sem sucesso, ficar com a preferência nas ações da Braskem (SA:BRKM5), uma vez que o Banco do Brasil (SA:BBAS3) avisou à cúpula da holding que não aceitar ceder seu lugar na fila, mas está disposto a um acordo para igualar as garantias, ou seja, quando o dinheiro sair, cada um dos bancos leva seu quinhão no mesmo momento.

A coluna informa que o modelo proposto seria o com mais chances de garantir o desfecho para as negociações, uma vez que o Santader e o BNDES teriam aceitado ficar sem esse direito. Porém, mesmo assim, a Odebrecht recorreu às ações da Braskem para obter dinheiro novo no mercado, utilizando os ativos como lastro. No último ano, os papéis da petroquímica tiveram ganhos de mais de 50%.

A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) tem cerca de R$ 30 bilhões nas mãos de cinco bancos brasileiros: Banco do Brasil, Itaú Unibanco (SA:ITUB4), Santander Brasil (SA:SANB11), Bradesco e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Com a crise econômica em vários dos mercados em que opera e os efeitos dos escândalos descobertos pela operação Lava Jato, a OEC viu sua carteira de projetos despencar mais da metade desde o final de 2014, para os cerca de 14 bilhões de dólares atualmente.

Por isso, os bancos estão se acotovelando para defender uma preferência na execução de garantias, caso o outrora colosso da engenharia brasileira não consiga evitar um calote generalizado.

Com Reuters.

Por Investing.com

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