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Itaú (ITUB4): Lucro sobe 13%, chega a R$ 12,3 bi no 4T25 e tem marca não vista desde 2015

04 fev 2026, 18:32 - atualizado em 04 fev 2026, 19:46
Itaú
(Imagem: REUTERS/Tuane Fernandes)

O Itaú (ITUB4) registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 13,2% ante o mesmo período de 2024, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (5).

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A cifra ficou dentro da expectativa da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 12,1 bilhões.

Conhecido por ser um relógio suíço, devido à sua entrega de resultados recorrentes, o Itaú confirma, assim, o bom momento operacional que vive nos últimos anos.

Apontado por analistas como o mais seguro da bolsa, diferente de seus concorrentes, como Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), não passou por uma grande deterioração das principais linhas, como inadimplência e ROE (retorno sobre o patrimônio líquido).

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E por falar em ROE, o banco conseguiu, mais uma vez, superar a rentabilidade dos seus rivais, com um retorno de 24,4%, estável no trimestre , enquanto o SANB encerrou o período com ROE de 17,6%.

A última vez que o Itaú apresentou retorno acima desse percentual foi no segundo trimestre de 2015, de 24,8%.

Segundo o banco, a alta do lucro foi puxada pela expansão da margem financeira com clientes.

Ao mesmo tempo, destaca, os indicadores de qualidade de crédito continuaram melhorando ao longo do ano, o que resultou em um crescimento de 6,1% no custo de crédito no período.

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“Entregamos resultados consistentes em 2025 com disciplina de risco, solidez e governança robusta. Isso se reflete também no nosso ecossistema de investimentos, no qual administramos, gerimos e custodiamos cerca de R$ 4,1 trilhões em recursos”, destaca o CEO, Milton Maluhy Filho.

Céu é o limite?

Entre as principais linhas, houve melhoras em vários pontos do Itaú.

A margem financeira com clientes melhorou 8,6% ante o ano passado, para R$ 30,9 bilhões. Já a margem financeira gerencial ficou em R$ 31,5 bilhões, elevação de 7,3%.

Segundo o banco, a linha foi puxada por conta do maior volume médio de crédito, da maior margem com passivos, além do maior resultado com capital de giro próprio.

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As receitas de serviços e seguros subiram 6,3% no ano, impulsionadas pelo:

  • crescimento das receitas de administração de recursos,
  • maiores ganhos com emissão de cartões,
  • aumento nas receitas de pagamentos e recebimentos.

Itaú: Melhora da inadimplência

O índice de inadimplência, importante termômetro para medir a capacidade dos clientes Itaú de honrarem com suas dívidas, acima de 90 dias, permaneceu estável, a 1,9%

Dessa forma, o banco conseguiu ‘segurar’ os calotes, mesmo com a piora do cenário macro.

Já o indicador de inadimplência entre 15 e 90 dias, incluindo títulos e valores mobiliários, recuou 0,4 p.p. e fechou o trimestre em 1,6%.

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No segmento de grandes empresas no Brasil, a redução foi de 1 ponto percentual, com o indicador de curto prazo encerrando o trimestre em 0,03%

“As reduções, tanto no consolidado quanto em grandes empresas, ocorreram por conta de um cliente específico que entrou em atraso no trimestre anterior e que teve a carteira cedida no quarto trimestre”.

Além disso, o banco também suportou melhora da inadimplência sem abrir mão do crescimento da carteira, que subiu 6%, para R$ 1,4 trilhão.

No segmento de pessoas físicas, o crescimento foi de 6,6%, com destaque para a alta de:

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  • crédito imobiliário (+12,8%),
  • cartão de crédito (+8%) e do
  • crédito pessoal (+2,2%).

Porém, outro indicador importante da saúde financeira dos bancos, a despesa com provisão para créditos de liquidação duvidosa gerencial, uma espécie de proteção contra calotes, ficou em R$ 10 bilhões, alta de 4,9%.

As despesas não decorrentes de juros alcançaram R$ 17,3 bilhões, aumento de 3,7%, devido ao aumento de 18,2% nas despesas com tecnologia. Houve também maior gasto com pessoal.

Guidance do Itaú

Com um novo ano em frente, o Itaú atualizou suas projeções de crescimento para 2026, com a expectativa de crescer até 9,5% a carteira de crédito, um número maior do que o ano passado, por exemplo, quando esperava crescer até 8,5%.

A margem financeira com clientes também deve registrar expansão, com alta estimada entre 5,0% e 9,0% no período.

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Já a margem financeira com o mercado é projetada para ficar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. Em relação ao risco de crédito, o banco espera um custo entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões ao longo de 2026.

A receita de prestação de serviços e o resultado de seguros devem crescer entre 5,0% e 9,0%, enquanto as despesas não decorrentes de juros têm previsão de avanço mais moderado, entre 1,5% e 5,5%.

Veja abaixo:

Indicador Guidance 2026
Carteira de crédito total Crescimento entre 5,5% e 9,5%
Carteira de crédito – Brasil Crescimento entre 6,5% e 10,5%
Margem financeira com clientes Crescimento entre 5,0% e 9,0%
Margem financeira com o mercado Entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões
Custo do crédito Entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões
Receita de prestação de serviços e resultado de seguros Crescimento entre 5,0% e 9,0%
Despesas não decorrentes de juros Crescimento entre 1,5% e 5,5%
Alíquota efetiva de IR/CS Entre 29,5% e 32,5%

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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