Itaú (ITUB4) terá mais resultados fortes? Veja o que esperar dos resultados do 4T25
Se existe um consenso quase absoluto entre as casas que acompanham o setor bancário, ele atende pelo nome de Itaú Unibanco (ITUB4).
Para o quarto trimestre, que será divulgado na próxima quarta, a expectativa é de mais um resultado robusto — sem fogos de artifício, mas com números fortes o suficiente para reforçar o status do banco como a principal referência do sistema financeiro brasileiro.
Na avaliação do JPMorgan, o Itaú deve entregar um desempenho dentro do roteiro já conhecido.
A combinação de sazonalidade favorável e maior número de dias úteis tende a impulsionar a receita líquida de juros (NII) com clientes, com crescimento estimado de 5% na comparação sequencial. A margem líquida de juros (NIM), por sua vez, deve permanecer estável no período.
O banco americano faz apenas uma ressalva olhando um pouco mais à frente. O pagamento elevado de dividendos — cerca de R$ 23 bilhões — realizado em meados de dezembro, e não em fevereiro como nos anos anteriores, pode representar um leve obstáculo para a NII a partir do primeiro trimestre de 2026, ao reduzir a base de capital remunerada.
Já o Safra destaca a estabilidade da qualidade dos ativos. Segundo o banco, a inadimplência (NPL) e o custo de risco seguem praticamente flat na comparação trimestral, o que deve permitir um avanço de 3% no NII ajustado ao risco. Em outras palavras, o Itaú continua conseguindo crescer sem deteriorar o perfil de crédito da carteira.
Na mesma linha, a Genial projeta um quarto trimestre sólido, com lucro líquido de R$ 12,3 bilhões, alta de 12,9% na comparação anual. O desempenho reforça a leitura de que o banco atravessa um ciclo de crescimento com rentabilidade elevada e bem distribuída entre as linhas de resultado.
A corretora também estima um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,5%, avanço de 2,35 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. O número consolida o Itaú como o banco mais capitalizado e rentável entre os grandes pares do setor.
“A elevada rentabilidade segue sustentada por forte geração orgânica de capital, crescimento consistente das receitas de juros com clientes — em ritmo superior ao das despesas administrativas e provisões — e disciplina na alocação de capital”, afirmam Eduardo Nishio e Ygor Bastos, da Genial.
No agregado, as projeções das casas mostram pouca dispersão, o que reforça a previsibilidade do resultado:
- JPMorgan: lucro de R$ 12,365 bilhões, ROE de 24%
- XP: lucro de R$ 12,1 bilhões, alta anual de 11,8% e ROE de 24,3%
- Safra: lucro de R$ 12,3 bilhões, avanço de 13,2% e ROE de 24,6%
- Genial: lucro de R$ 12,3 bilhões, crescimento de 12,9% e ROE de 24,5%