Itaú (ITUB4) pagará R$ 3,85 bilhões em juros sobre o capital próprio; veja como aproveitar
O Itaú (ITUB4) aprovou o pagamento de R$ 3,85 bilhões em juros sobre o capital próprio, mostra documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (26).
De acordo com o comunicado, o valor equivale a R$ 0,34 por ação. Com o imposto de renda, o valor cai para R$ 0,28.
Quem quiser aproveitar, tem até o dia 19 de março para comprar o papel. A partir de 20 de março, a ação passará a ser negociada ‘ex-JCPs’.
Os valores serão pagos até 31 de agosto de 2026.
Itaú: O que dizem os resultados?
O Itaú continua, mais uma vez, tratado como compra quase consensual entre analistas.
Para o BTG Pactual, o destaque do trimestre foi a qualidade dos ativos, com métricas melhores ou estáveis, ‘permitindo ao banco iniciar novamente o ano com um balanço saudável’.
‘No geral, o Itaú mais uma vez entregou resultados acima de expectativas já elevadas. Permanecemos construtivos com a tese e seguimos vendo o banco bem posicionado para superar o mercado no médio prazo’, escreveram os analistas.
O BTG ainda classificou 2025 como ‘outro ano excepcional’. No acumulado, o Itaú lucrou R$ 46,8 bilhões, alta de 13% na comparação anual. O ROE ficou em 23,4%.
O UBS BB destacou as tendências operacionais, especialmente na carteira de crédito, que cresceu 6,3% no trimestre (4,5% sem efeito cambial).
‘A carteira avançou de forma relevante na comparação sequencial, apesar de alguma compressão nas margens com clientes, receitas de tarifas sólidas, boa qualidade dos ativos e leve melhora no índice de eficiência (cost to income)’, afirmaram os analistas.
A margem financeira (NII) cresceu 1,5% na base trimestral, sustentada por volumes maiores, mas limitada por um mix mais conservador.
O JPMorgan avaliou que os números vieram em linha, mas reforçou visão positiva sobre a execução da estratégia, principalmente em PMEs.
Com o balanço, o Itaú também divulgou o guidance de 2026. A carteira de crédito pode crescer até 9,5%. O banco projeta lucro médio de R$ 51,1 bilhões no próximo ano — em linha com o consenso da Bloomberg, mas 2% abaixo das estimativas do próprio JPMorgan.
O Banco Safra classificou o guidance como ‘neutro’, chamando atenção para o opex, com alta projetada entre 1,5% e 5,5%.
‘Embora as projeções de opex indiquem disciplina em eficiência, o crescimento mais fraco da receita, de cerca de 7% ao ano, limita um re-rating mais relevante’, avaliou a casa.
Para o BTG, o menor crescimento das despesas já reflete a agenda de eficiência dos próximos anos.