Empresas

Aegea aprova aumento de capital e Itaúsa (ITSA4) entrará com até R$ 1,5 bilhão; entenda

29 jul 2026, 8:21
itau-e-itausa-jcp
(Imagem: Reprodução)

A empresa de saneamento Aegea teve a proposta de aumento de capital no montante de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,1 bilhões aprovada em Assembleia Geral Extraordinária, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de terça-feira (28). A operação ocorrerá por meio da emissão de novas ações ordinárias da empresa, ao preço de R$ 55,29 por ação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A holding Itaúsa (ITSA4), acionista da Aegea com uma participação de 13,27% do capital total, informou ao mercado que, a depender dos demais acionistas, poderá subscrever no prazo de 30 dias montante entre R$ 730 milhões a R$ 1,5 bilhão na operação.

A entrada representa um aumento de participação acionária da Itaúsa no capital total da Aegea de 13,27% para entre 14,01% e 15,43%, respectivamente.

A Itaúsa comunicou ainda que fechou um Acordo de Capitalização e Ajuste de Participação Acionária na Aegea, que estabelece mecanismo de proteção do retorno do investimento da Itaúsa por meio de aumento da sua participação acionária na Investida.

O mecanismo poderá ser aplicado à capitalização mencionada acima e às capitalizações divulgadas pela Itaúsa em 9 de fevereiro de 2026, em função principalmente da oferta pública inicial de ações da Aegea dentro de prazos e condições estabelecidos no acordo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O aumento de participação acionária da Itaúsa na Aegea está alinhado à sua estratégia de alocação eficiente de capital, reforçando seu compromisso contínuo com a criação de valor aos acionistas, às investidas e à sociedade”, diz a Itaúsa.

Em outro comunicado ao mercado, a Equipav Saneamento, também acionista da Aegea, afirmou que, de forma a preservar sua liquidez, optou por não exercer seu direito de preferência na subscrição das novas ações.

Desta maneira, ao final do processo de capitalização, a participação societária da Equipav na Aegea passará de 68,69% para até 65,39% do total de ações ordinárias, na hipótese de subscrição integral do aumento de capital, sem alteração na estrutura de governança da investida.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Aumento de capital na Aegea

A Aegea, uma das maiores do setor, busca reforçar a estrutura de capital e acelerar seu processo de desalavancagem. Em junho, a agência de classificação de risco Fitch Ratings reduziu a classificação da Aegea de BB- para B+, definindo a perspectiva como estável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas afirmaram que a revisão da nota reflete “uma estrutura financeira mais frágil e uma menor flexibilidade financeira em função da expectativa de desalavancagem mais lenta e dos elevados custos de financiamento”.

A agência de classificação afirmou esperar que a alavancagem financeira da Aegea em relação ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado continue em cerca de 5 vezes e que a alavancagem líquida siga acima de 4 vezes.

“Apesar do sólido perfil de negócios, o Perfil de Crédito Individual (PCI) da companhia é limitado pela complexidade da estrutura do grupo e pela avaliação da Fitch de que a qualidade das informações e as práticas contábeis do grupo apresentam deficiências”, disse a agência, após a Aegea atrasar a publicação de resultados de 2025 e reapresentar balanço de 2024.

À época da mundaça do rating, a Aegea e seus sócios tinham acabado de desistir de participar do processo de privatização da Copasa (CSMG3), o que deixou o caminho livre para a Equatorial (EQTL3) se tornar acionista de referência da empresa mineira. As empresas citaram na ocasião “compromisso com disciplina na alocação de capital”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar