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Ivan Sant’Anna: Na prática, 2019 acabou

26 nov 2019, 11:28 - atualizado em 26 nov 2019, 11:28
Wall Street Mercados Natal
Como, ao longo do ano, a Bolsa de valores foi muito influenciada por decisões dos poderes Legislativo e Judiciário, nesse período as coisas irão mais devagar (Imagem: REUTERS/Brendan Mcdermid)

Caro leitor,

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Embora as bolsas continuem funcionando, não é exagero dizer que 2019 chegou ao seu final.

Nos Estados Unidos, a partir do feriado de Ação de Graças (Thanksgiving Day), depois de amanhã, e da Black Friday, no dia seguinte, o mercado entra em marcha lenta no período de festas de fim de ano. Só volta para valer no primeiro dia útil de 2020.

Aqui no Brasil, o recesso branco dura um pouco mais. Vai até fevereiro, quando reabrem os trabalhos no Senado e na Câmara dos Deputados. No STF, recomeçam em 6 de janeiro.

Como, ao longo do ano, a Bolsa de valores foi muito influenciada por decisões dos poderes Legislativo e Judiciário, nesse período as coisas irão mais devagar. É comum também que os traders tirem férias na ocasião.

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O próprio ministro Paulo Guedes já declarou que 2019 já era e que a Reforma Administrativa, próximo avanço importante da administração Jair Bolsonaro, ficará para o ano que vem.

Ontem o relatório Focus, do Banco Central, apresentou novidades. Nada palpitante, mas surgiram alguns sinais de mudanças nas expectativas, mesmo que sutis.

A projeção de inflação deste ano subiu de 3,33% para 3,46%. A estimativa de crescimento do PIB de 2019 deu uma melhorada: de 0,92% para 0,99%, muito abaixo do alvo do governo, quando tomou posse, mas mesmo assim espantando o fantasma da recessão, que chegou a ser cogitada pelos analistas em determinado momento.

O Focus agora estima o dólar no fim do ano cotado a R$ 4,10 e a Selic terminando 2020 em 4,50% contra uma expectativa na semana anterior de 4,25%. Isso se deve provavelmente à declaração do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que se o dólar subir muito será reprimido por política monetária ao invés da cambial.

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Trocando em miúdos, Campos conterá a alta da moeda americana, caso ela dispare, elevando a taxa Selic e não vendendo nossas reservas.

Durante todo o ano de 2019, China e Estados Unidos fizeram os jornalistas e analistas de mercado de palhaços, ora dizendo que as negociações comerciais dos dois países se encaminhavam para um impasse, ora garantindo que um acordo era iminente.

Para mim, a situação é clara: os chineses querem continuar exportando o máximo possível para os Estados Unidos, o grande comprador de seus produtos industriais; Donald Trump quer o que for melhor para sua reeleição daqui a um ano.

A situação de Trump é complicada. Primeiro porque ele tem uma data limite para suas decisões: 3 de novembro de 2020, dia das eleições. Xi Jinping joga com o fator tempo a seu favor.

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Um abraço.

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