Inteligência Artificial

Já pensou falar com uma planta e escutar uma resposta? Na Inglaterra, isso é possível — e não é classificado como ‘loucura’

16 fev 2026, 10:00 - atualizado em 11 fev 2026, 16:02
jardim botanico plantas que falam (1)
Idealizadores da exposição buscam explorar ferramentas que estimulem o aprendizado / Imagem: Copilot (IA)

Não tem o menor problema conversar com uma planta. Isso só é um problema se você ouvir uma resposta, diria um psiquiatra. Mas não se você estiver no Jardim Botânico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

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Pode até parecer mentira, mas visitantes do jardim podem conversar com o total de 20 plantas e, o mais surpreendente, é que vão receber respostas, informa a rede britânica BBC.

Mas calma, não é nada de surto coletivo ou de pegadinha do Silvio Santos.

O projeto se chama “Talking Plants” e usa a Inteligência Artificial para que as pessoas possam perguntar sobre a evolução, a ecologia e também sobre sua relevância cultural de maneira lúdica e descontraída.

Sam Brockington, professor e curador da exposição, disse à BBC que não busca substituir a expertise humana, mas explorar ferramentas que estimulem o aprendizado.

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Assim como os humanos, nem toda planta é igual

Não é sempre que é o “santo bate” e todo mundo se dá bem. Por isso, se o visitante não gostar da Jade, uma trepadeira atrevida, também é possível conversar com o Titus Junior, a flor-cadáver. Ele é mais direto e dramático.

Já quem prefere um humor seco e implicância, a Tumbo, uma Welwitschia, é o match perfeito. Ainda, outra opção, é o Ébono de Santa Helena, uma Ebonus, que é “digna, profundamente ligada à sua terra natal e uma sobrevivente contra todas as adversidades”.

Para conversar com esses seres basta escanear o código que fica ao lado de seus vasos, assim, é possível papear via chat ou ao vivo.

Chega de fertilizantes, o jardim quer estimular naturalmente o aprendizado

O professor também disse que espera ter novos insights de “como envolver melhor as pessoas com mensagens importantes sobre a perda de biodiversidade e as mudanças ambientais”.

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Gal Zanir, cofundador e diretor-executivo da Nature Perspectives, que ajudou a desenvolver a exposição, afirmou que se trata de um novo modo de se relacionar com o mundo vivo e que quer aprender junto a natureza.

Não é a primeira vez que se utiliza IA em um museu com uma finalidade parecida. Em 2024, o Museu de Zoologia da universidade também fez o mesmo experimento, mas com animais.

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