PSOL mantém independência do PT, ratifica Federação com Rede e apoio a Lula
A tentativa de atrair o aliado PSOL para a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, foi frustrada no último sábado (7). Apesar do apoio de nomes influentes da sigla, como o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e a deputada federal Erika Hilton (SP), 75,8% dos votos do Diretório Nacional foram contra a entrada do PSOL na Federação.
Segundo resolução divulgada pelo partido, em relação ao convite do PT para integrar a Federação “a atual legislação que trata das federações não apresenta qualquer salvaguarda democrática que proteja os partidos menores que optam por federar com partidos maiores e que isso teria reflexos em decisões muito importantes como, por exemplo, as alianças e táticas eleitorais que já estão em curso nos estados, comprometendo nossa autonomia”.
Na avaliação do PSOL, o “entendimento é o de que a unidade com pluralidade fortalece o campo progressista e a luta contra a extrema-direita, ampliando a diversidade e a quantidade de vozes e de representação social. Portanto, no sentido de preservar nossa autonomia política, não ingressaremos em uma nova articulação de federação neste momento”.
O PSOL ratificou, no entanto, a coligação com o PT e o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto. Outra decisão, foi permanecer na Federação com a Rede Sustentabilidade, iniciada em 2022.
“A experiência de 4 anos com a Federação PSOL-Rede tem um sentido positivo. Construímos unidade em temas centrais e estabelecemos diálogos ponderados para lidar com as diferenças. Seguimos crescendo com consistência programática num contexto adverso para o conjunto das esquerdas”, informou.
Sobrevivência e Autonomia
A ala do PSOL que optou pelo “não” argumenta que a independência é fundamental para a sobrevivência da sigla, embora tenham aprovado a manutenção do apoio à candidatura de Lula. “Defendo que o PSOL apoie o presidente Lula e integre a sua coligação, mas para isso não é necessário compor uma mesma federação”, afirmou o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP).
Enquanto o PSOL evitou a federação, o Partido Verde (PV) consolida sua posição dentro da parceria com PT e PCdoB. Marcelo Bluma, secretário de organização do PV, reforçou que a federação com o PT segue firme para dar sustentação a Lula, mas com o objetivo claro de lançar chapas competitivas para o Legislativo e o Senado.
*Com orientação de Gustavo Porto