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JBS inaugura centro de biotecnologia para desenvolver ‘superproteínas’

01 abr 2026, 9:20 - atualizado em 01 abr 2026, 9:20
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(Foto: Divulgação)

A JBS (JBSS32) inaugura nesta quarta-feira (1), em Florianópolis (SC), seu centro de biotecnologia no Brasil, apostando no desenvolvimento de proteínas funcionais — chamadas “superproteínas” — como nova frente para agregar valor à cadeia de alimentos.

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O projeto, chamado JBS Biotech, recebeu US$ 37 milhões de investimento no país e integra uma estratégia maior da companhia em biotecnologia, que inclui a aquisição da Biotech Foods, na Espanha, em 2021.

Localizado no Sapiens Parque, o centro foi estruturado para atuar desde a pesquisa básica até a aplicação industrial, com mais de 20 laboratórios integrados, infraestrutura de supercomputação, biobanco e ferramentas de inteligência artificial voltadas ao desenvolvimento de proteínas com características específicas.

“Estamos entrando em uma nova fronteira, em que é possível entender a proteína em nível molecular e desenvolver soluções com características nutricionais e funcionais definidas”, afirmou a CEO do JBS Biotech, Fernanda Berti, ao Broadcast Agro.

Segundo o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, a iniciativa amplia a capacidade de criar produtos de maior valor agregado. “É biotecnologia aplicada à cadeia produtiva, para gerar e agregar valor à produção de alimentos”, disse.

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O centro combina pesquisas em biotecnologia, fisiologia, farmacologia e ciência de dados para desenvolver proteínas com perfis específicos de aminoácidos, digestibilidade e funcionalidade.

As aplicações incluem alimentos, suplementos, ingredientes funcionais e soluções voltadas à saúde animal.

A estrutura também permite encurtar o tempo entre pesquisa e mercado, integrando experimentos laboratoriais e testes em escala produtiva. Atualmente, o ciclo de desenvolvimento de novos produtos varia entre três e cinco anos, incluindo etapas regulatórias.

Outro foco do projeto é o aproveitamento de coprodutos da cadeia produtiva. Tecnologias de extração e bioconversão transformam resíduos em ingredientes de maior valor, como colágeno funcional, enzimas e compostos bioativos, reforçando o conceito de economia circular.

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A inauguração ocorre em meio ao crescimento da demanda global por proteínas e maior exigência por qualidade nutricional.

“Essa iniciativa nasce da nossa convicção de que ciência, tecnologia e inovação são essenciais para garantir a segurança alimentar em um mundo em rápida transformação”, afirmou Tomazoni.

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