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JBS (JBSS32): Impacto da greve nos EUA dependerá da duração, mas abre espaço para concorrência, diz BTG

17 mar 2026, 10:59 - atualizado em 17 mar 2026, 10:59
Fachada JBS na matriz da empresa, em São Paulo. (Divulgação/ JBS)
Fachada JBS na matriz da empresa, em São Paulo. (Divulgação/ JBS)

OBTG Pactual enxerga um impacto limitado da greve de 3.800 trabalhadores na planta de carne bovina em Greeley, no Colorado, para a JBS (JBSS32). Segundo o sindicato que representa os funcionários, esta é a primeira greve de bovinos nos EUA em aproximadamente quatro décadas.

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Na avaliação do banco, o efeito sobre a companhia dependerá principalmente da duração do movimento. A JBS já começou a redirecionar o gado para outras unidades, como a planta de Cactus, no Texas.

Ainda assim, a unidade de Greeley é considerada relevante, com capacidade de abate de cerca de 6 mil cabeças por dia — o equivalente a aproximadamente 5% da capacidade de carne bovina dos EUA.

“Redirecionar esse volume dentro da rede não deve ser simples e deve gerar custos adicionais de logística e execução. Também é difícil assumir que o nível total de processamento será preservado caso a greve se prolongue”, afirmam os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla.



Greve surge em um momento ruim para carne bovina

A paralisação acontece em um momento em que as margens da carne bovina nos Estados Unidos já estão pressionadas.

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A JBS vem registrando prejuízo em suas operações no país, com margem Ebit de -2,8% nos primeiros nove meses de 2025.

“Nesse contexto, o impacto nos resultados de curto prazo pode ser limitado, já que a redução de volume em uma operação deficitária não necessariamente implica piora relevante nos lucros”, destacam os analistas.

Ainda assim, o BTG aponta como principal risco o potencial ruído reputacional em um setor já sob maior escrutínio, além de possíveis efeitos sobre a capacidade da companhia de preservar participação de mercado.

“Do ponto de vista da indústria, uma interrupção temporária em uma planta desse porte tende a reduzir a demanda por gado na região e pressionar os preços locais, ao menos enquanto durar a greve. Isso pode beneficiar concorrentes com capacidade ociosa para absorver parte da oferta deslocada, como Tyson Foods, Cargill e National Beef”.

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O que motivou a greve

Funcionários em greve da JBS saíram às ruas de Greeley, Colorado, nos Estados Unidos, antes do nascer do Sol nesta segunda-feira para fazer manifestação contra a maior empresa de carne do mundo, em uma rara paralisação em um frigorífico dos Estados Unidos e um sinal de agitação no setor de carne bovina.

Eles iniciaram uma greve de duas semanas e permanecerão mobilizados até que a JBS negocie de forma justa com os trabalhadores, disse o sindicato.

Os trabalhadores cruzaram os braços por causa de aumentos salariais que, segundo eles, não correspondem à inflação e por causa de cobranças por equipamentos de segurança. A JBS disse que fez uma oferta justa.

“Esta manhã, muitos membros da equipe da JBS Greeley optaram por se apresentar ao trabalho em vez de participar da greve convocada pelo UFCW Local 7, e esperamos que esse número continue aumentando nos próximos dias”, disse a porta-voz da JBS, Nikki Richardson.

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* Com informações da Reuters

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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