JHSF (JHSF3) dispara 9% na bolsa após lucro saltar 138% no 4T25
As ações da JHSF Participações (JHSF3) sobem forte nesta terça-feira (31) e figuram entre os destaques positivos do pregão, após a companhia divulgar que teve lucro líquido consolidado de R$ 978,3 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), um salto de 138,1% em relação a igual período de 2024.
No acumulado do ano passado, o lucro totalizou R$ 1,86 bilhão, aumento de 116,9% na mesma base de comparação.
Por volta das 14h (horário de Brasília), os papéis da holding focada em negócios de luxo avançavam cerca de 9% na bolsa de valores, negociados a R$ 9,37. Acompanhe o movimento em tempo real.
Segundo o BB Investimentos, a JHSF apresentou crescimento significativo em suas linhas de negócios voltadas para renda recorrente (shoppings, hotéis, restaurantes, aluguel residencial, clubes e aeroporto) em 2025.
As vendas dos shoppings, por exemplo, somaram R$ 4,7 bilhões no período, alta de 12,5% na comparação anual, com taxa de ocupação praticamente estável, em 99,2%.
Já no segmento de hospitalidade e gastronomia, o portfólio — composto por 34 restaurantes e 11 hotéis em operação, além de oito em desenvolvimento — gerou receita líquida de R$ 459,1 milhões no ano, avanço de 13,1% frente a 2024.
No entanto, o que chamou a atenção dos analistas da casa foi a venda de seu portfólio de ativos voltados para incorporação, que potencializou os números consolidados do ano.
Em dezembro, a companhia concluiu a alienação de estoques para um fundo imobiliário próprio, arrecadando R$ 5,2 bilhões e superando a estimativa inicial, de R$ 4,6 bilhões.
O veículo é composto somente por ativos da JHSF, incluindo lotes e projetos em desenvolvimento e prontos.
Com a entrada dos recursos, a empresa saiu de uma dívida líquida de R$ 2,2 bilhões no terceiro trimestre para uma posição de caixa líquido de R$ 2,3 bilhões no quarto trimestre.
“De maneira consolidada, a receita líquida da JHSF alcançou R$ 3,5 bilhões em 2025, alta anual de 116%, num movimento puxado principalmente pela venda do portfólio de incorporação”, destacou o BB, em relatório.
“Mas, mesmo ao considerar apenas os negócios de renda recorrente, a receita somou R$ 1,3 bilhão no ano, crescimento de 26,6% frente a 2024”, acrescentou o banco.
A casa mantém recomendação de compra para as ações JHSF3, com preço-alvo de R$ 10 — o que implica potencial de valorização de cerca de 6,7% em relação à cotação atual.
O que diz o BBI
O resultado do quarto trimestre também foi considerado sólido pelo Bradesco BBI. Na mesma linha, o banco apontou que o avanço nos números foi impulsionado pela venda dos estoques imobiliários.
Os analistas, porém, destacaram que a unidade de negócios de receita recorrente da JHSF atingiu um Ebitda de R$ 658 milhões em 2025.
Além disso, pelas contas da casa, a companhia negocia a 0,5 vez o múltiplo valor patrimonial líquido (P/NAV) — patamares considerados atrativos.
O BBI mantém classificação outperform (equivalente à compra) para os papéis JHSF3, também com preço-alvo de R$ 10.