Empresas

Julgamento da BHP em Londres por desastre de Mariana é adiado para abril de 2027

04 fev 2026, 16:27 - atualizado em 04 fev 2026, 20:08
BHP
(Imagem: REUTERS/Kim Kyung-Hoon)

A corte de Londres na qual corre o processo de atingidos pelo desastre de Mariana (MG) contra a mineradora BHP determinou o adiamento do julgamento que começaria em outubro de 2026. Com a decisão, as audiências acontecerão a partir de abril de 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O desastre ocorreu em 2015, quando uma barragem operada pela Samarco, uma joint venture entre a australiana BHP e a brasileira Vale, rompeu – e os rejeitos de mineração soterraram o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. O rio Doce foi contaminado e 19 pessoas morreram.

Essas audiências vão abarcar a comprovação e quantificação dos prejuízos provocados pelo desastre. O escritório dos atingidos, Pogust Goodhead (PG), havia pedido que as audiências começassem em janeiro. A BHP pediu que fossem adiadas até julho.

Em nota, a BHP disse que “entende que o novo cronograma sugerido pelo escritório inglês é impraticável e, por isso, propôs uma nova data que permita acomodar um novo cronograma e um período de julgamento mais realista (e condizentes com a complexidade do caso)”. Os pedidos foram feitos antes da audiência preparatória desta quarta-feira, 4.

Além disso, os advogados dos atingidos confirmaram que aqueles que receberam pagamento de indenização no Brasil, com quitação integral, deverão ser excluídos do processo no Reino Unido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A BHP estimou que aproximadamente 240 mil autores no processo inglês – ou 40% do total – se enquadrem nessa categoria. Isso reduziria o número de autores de 620 mil para 380 mil. Procurado, o PG não informou suas expectativas.

A exclusão da ação de autores beneficiados no Brasil se dá porque a Corte Inglesa, na decisão sobre a responsabilidade da BHP proferida em novembro de 2025, reconheceu os programas de indenização implementados no Brasil desde 2015 e confirmou a validade das quitações assinadas pelas pessoas impactadas pelo rompimento da barragem.

“As partes continuam discutindo os detalhes do procedimento formal para a exclusão desses autores. Esse tema poderá, inclusive, ser tratado na audiência de hoje ou desta semana. Isso reforça, mais uma vez, a importância do trabalho realizado ao longo dos últimos dez anos no Brasil”, disse a BHP em nota.

“A Samarco, com o apoio da BHP Brasil e da Vale, continua a implementar o Novo Acordo do Rio Doce firmado com as autoridades brasileiras em outubro de 2024, que assegurou um valor de R$ 170 bilhões. No total, mais de 610.000 pessoas já receberam compensação e auxílio financeiro desde o rompimento da barragem”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mineradora afirmou que, em paralelo, apresentará recurso perante a Corte de Apelação contra o julgamento de responsabilidade, cuja sentença foi anunciada em 14 de novembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar