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Juros altos turbinam crédito privado e Itaú BBA vê janela de oportunidade em abril; veja em quais títulos investir

09 abr 2026, 14:03 - atualizado em 09 abr 2026, 14:09
Imagem: Canva / Montagem: Giovanna Figueredo

O ambiente de juros elevados voltou a colocar o crédito privado no radar dos investidores e, desta vez, com um ingrediente extra: prêmios mais generosos.

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Em relatório de abril, o Itaú BBA destacou uma seleção de títulos incentivados que combinam taxas atrativas e benefício fiscal, em um momento em que o mercado exige mais retorno para assumir risco.

Entre os principais destaques estão papéis atrelados à inflação, que oferecem ganho real elevado:

  • Rumo Malha Paulista (GASC23): IPCA + 7,9%
  • JHSF: IPCA + 8,4%

Os níveis chamam atenção porque superam com folga os títulos públicos equivalentes, refletindo uma abertura relevante dos spreads de crédito nas últimas semanas.

Nos prefixados, o movimento é semelhante. As taxas avançaram e passaram a embutir prêmios mais elevados:

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  • Cosern: 12,75% ao ano
  • Brasil Terrenos: 14,7%
  • Neomille: 14,7%

Já entre os ativos atrelados ao CDI, há opções que superam o benchmark mesmo em um cenário de Selic elevada:

  • Multiplan: 97% do CDI (114% com gross-up)
  • Pacaembu: 102% do CDI (120% com gross-up)

O que mudou no jogo

A melhora nas taxas não veio por acaso. O mercado de renda fixa passou por uma reprecificação relevante em março, impulsionada por um cenário mais incerto para inflação e política monetária.

Com juros mais altos por mais tempo e aumento da aversão ao risco, investidores passaram a exigir retornos maiores para carregar ativos privados, o que se traduz diretamente em spreads mais amplos.

Na prática, é como se o mercado tivesse recalibrado o preço do risco já que ficou mais caro captar, mas também mais rentável investir.

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Nem todo prêmio é oportunidade

Apesar do cenário mais convidativo, o Itaú BBA faz um alerta, já que o aumento das taxas exige mais disciplina na escolha dos ativos.

Isso porque o prêmio adicional está diretamente ligado ao risco de crédito, ou seja, não basta olhar apenas a taxa.

A recomendação do banco é priorizar emissores com fundamentos sólidos, boa geração de caixa e menor sensibilidade a ciclos econômicos, reduzindo o risco de surpresas negativas ao longo do caminho.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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