Mercados

Juros futuros têm novo salto e fecham em firme alta com ata do Copom e Oriente Médio no radar

24 mar 2026, 18:11 - atualizado em 24 mar 2026, 18:17
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(Imagem: M.phostock/ iSotck)

A curva de juros futuros brasileira fechou em firme alta nesta terça-feira (24), com avanço de quase 30 pontos-base nos vencimentos de médio e longo prazos, com o mercado avaliando novos cortes na Selic e sinais contraditórios sobre o conflito no Oriente Médio.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou próximo da estabilidade a 14,160% ante 14,150% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa bateu máxima a 14,300%, uma alta de 15 pontos-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 13,815% ante 13,721% em relação ao fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,030%, alta de 26 pontos-base.

DI para janeiro de 2036, de longo prazo, encerrou o dia a 13,935% ante 13,880% do fechamento de ontem (23), após subir 24 pontos-base, a 14,125%, na máxima intradia.

O movimento também acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em alta, em meio as incertezas de duração da guerra no Oriente Médio e os preços de petróleo de volta ao nível de US$ 100 o barril.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – fechou a 3,897% ante 3,831% do ajuste anterior, alta de 6 pontos-base. Já o retorno do título de dez anos  – referência global para decisões de investimento – subiu a 4,364% ante 4,336% da véspera.

Todos os olhos na Selic

As taxas de DIs reagiram à ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Na semana passada, o colegiado decidiu pelo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, para Selic a 14,75% ao ano.

Hoje, a ata da decisão ressaltou que a inflação segue acima do centro da meta de 3,0% ao ano, ainda que dentro da banda permitida entre 1,5% e 4,5% ao ano. No entanto, o Comitê reafirma que a condução da política monetária vem contribuindo para a desinflação recente dos preços.

Agora, o BC incluiu uma nova variável na análise da conjuntura: além de acompanhar as decisões de outros Bancos Centrais, o Copom avalia os desdobramentos do conflito do Oriente Médio, algo que influencia no preço do barril do petróleo e, consequentemente, na inflação.

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Na avaliação de especialistas, a ata trouxe um tom mais suave, ou dovish, em inglês, e aponta que o colegiado não considera, por ora, abandonar o plano de flexibilização monetária, cogitando até cortes maiores, a despeito das incertezas geopolíticas e da disparada dos preços do petróleo.

“Embora o documento sugira haver espaço para uma eventual aceleração dos cortes, a expectativa de que os conflitos no Oriente Médio se prolonguem sustenta um cenário-base de flexibilização em passos de 25 pontos-base”, disse Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset, em comentário escrito.

Conflito no Irã

Em uma nova rodada de declarações, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhuma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio ocorreu com os Estados Unidos e afirmou que a informação passada pelo presidente Donald Trump no início da semana era fake news para acalmar o mercado financeiro.

Ontem (23), Trump anunciou uma ‘trégua’ de cinco dias nos ataques à infraestrutura iraniana. Segundo ele, Washington e Teerã tiveram, nos últimos dois dias, conversas “muito boas e produtivas” a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades entre as partes no Oriente Médio. 

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Hoje, no final da tarde, o presidente Trump disse a repórteres que os Estados Unidos estão conversando com “as pessoas certas” no Irã para acabar com as hostilidades, acrescentando que os iranianos querem muito chegar a um acordo.

Com os sinais contraditórios, os preços do petróleo retornaram ao nível de US$ 100. Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para junho fecharam com alta de 4,49%, a US$ 100,23 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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